A fala da procuradora empossada destacou ainda o papel da equipe técnica do MPRO e a colaboração entre instituições públicas no enfrentamento da crise sanitária. “O trabalho com os demais órgãos contribuiu para o amadurecimento dos diálogos e para a efetivação de direitos”, afirmou.
Ao lembrar sua origem e valores familiares, a procuradora compartilhou com o público parte de sua ancestralidade japonesa. Sansei, neta de imigrantes, resgatou a história de superação e trabalho dos seus antepassados no Brasil e no Japão. Inspirada pela filosofia japonesa do Ikigai – que valoriza o propósito como motor da existência – e pelo Kintsugi – que vê nas cicatrizes a possibilidade de transformação –, a procuradora reafirmou seu compromisso com o Ministério Público e com a sociedade. “Levantar todas as manhãs com o propósito de agir em defesa da sociedade é o que faremos. Posso reafirmar em japonês: Gambari mashou – faremos o nosso melhor”, concluiu.
Reconhecimento
Em nome do Colégio de Procuradores, o Procurador-Geral de Justiça, Alexandre Jésus de Queiroz Santiago, que conduziu a solenidade destacou a importância da nova integrante da instância máxima do MPRO. “Sua história nos ensina que o verdadeiro poder da justiça não reside apenas nas leis que defendemos, mas também nas comunidades que servimos, as realidades que transformamos e nas vidas que salvamos.”, afirmou.
Ele lembrou a trajetória da empossada por diversas comarcas do Estado e enfatizou sua liderança nas áreas da saúde pública e da administração institucional. “É um exemplo de coragem, ética e dedicação. Sua firmeza e compaixão em momentos desafiadores dignificam o Ministério Público e salvam vidas”, declarou.
Homenagem
Durante a cerimônia, Emilia Oiye recebeu a comenda da Ordem do Mérito do Ministério Público do Estado de Rondônia, no grau Grã-Cruz — honraria prevista em lei e conferida aos membros que ascendem ao cargo de Procurador de Justiça. A condecoração foi entregue pelo procurador de Justiça Marcelo Lima de Oliveira.
Equidade
Com a posse, o Colégio de Procuradores passa a contar com três mulheres, de diferentes origens étnico-raciais. Para a nova procuradora, esse avanço reforça a importância de representatividade e equidade nos espaços de decisão. “Para as mulheres, a caminhada é longa. Mas temos a responsabilidade de deixar um mundo mais igualitário para nossas filhas e descendentes. Pessoas como nós, que conquistamos uma profissão que nos dá liberdade de escolha, têm a responsabilidade de lutar por uma sociedade mais justa”, afirmou.





