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E o novo João Paulo II? Cadê?

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Ricardo Brandão
Jornalista do site Portalrondonia.com com mais de 15 anos no jornalismo [email protected]
Marcos Rocha (PSL) no ano de 2018, ao lado do ex-governador Confúcio Moura (MDB).

A construção do novo Hospital de Emergência e Urgência de Rondônia parece um enredo digno de um filme. Infelizmente, é uma história sem final feliz, marcada por promessas e atrasos. Como seria bom ter esse hospital finalmente concluído! Certamente, ele não resolveria todos os problemas, mas ao menos ofereceria aos servidores da saúde um local moderno e digno para atender a população, algo que eles clamam há décadas.

Os profissionais da saúde que trabalham diariamente no atual Hospital João Paulo II são verdadeiros heróis sem capa. Durante o período crítico da pandemia, mostraram sua força, salvando inúmeras vidas ao lado de outros guerreiros do setor. No entanto, com o fim da pandemia, o clamor por um novo hospital continua.

Vamos relembrar algumas promessas feitas por governadores ao longo dos anos, incluindo o atual, Marcos Rocha.

Em maio de 2011, o então governador Confúcio Moura escreveu em seu blog:

Saúde – As Minhas Ações Práticas
Pela primeira vez, deixo aqui registradas as minhas intenções e projetos para a saúde assistencial de Rondônia, de maneira simplificada para entendimento de todos:

Hospital de Urgência de Rondônia

Será construído um novo Hospital de Urgência, que substituirá o atual João Paulo II. Terá 200 leitos, 35 leitos de UTI e seis centros cirúrgicos. Inicialmente, o terreno seria na Avenida Amazonas, ao lado da ex-Academia de Polícia. Contudo, Roberto Sobrinho, então prefeito de Porto Velho, enviará brevemente à Câmara Municipal a proposta de doação de um terreno ao lado da Maternidade de Porto Velho, na Rua Venezuela. Esse terreno, anteriormente pertencente ao Estado, retornará ao seu domínio.

– Projeto: Completo de engenharia e arquitetura, em andamento, financiado por compensações das usinas. Previsão de conclusão em 120 dias.

– Execução: A obra será realizada em regime de Parceria Público-Privada (PPP), com valor estimado de R$ 70 milhões.

– Conclusão: Após os procedimentos legais, a previsão era de término e início de funcionamento no final de 2013.

Infelizmente, o que se vê até hoje são apenas vigas abandonadas nas proximidades do Hospital de Base.

Já em 2022, o atual governador Marcos Rocha anunciou:

O novo hospital terá 399 leitos, sendo 60 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), um centro cirúrgico com dez salas e tecnologia de hemodinâmica. A construção será concluída em tempo recorde, no período de 30 meses (dois anos e seis meses), graças a um modelo inovador adotado pelo Governo de Rondônia.

Ainda segundo o governador:

“Outros estados já estão vendo Rondônia como exemplo. O novo hospital será o melhor da região Norte.”

O hospital será construído no modelo BTS, no qual o pagamento é feito somente após a entrega de etapas concluídas. O Valor de Pagamento Mensal (VPM) foi estabelecido em R$ 2.889.000,00, abrangendo tanto a construção quanto a manutenção ao longo de 30 anos.

Porém, a realidade novamente se distancia do discurso. O que se vê são problemas, atrasos e mais problemas. Até quando?

Autor: Ricardo Brandão, jornalista do site Portalrondonia.com, estudante de direito.

Críticas, sugestões ou elogios: [email protected]

 

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