Envolta em uma densa camada de fumaça desde o início da semana, a cidade de Porto Velho atingiu, na manhã desta quinta-feira (29), uma preocupante concentração de material particulado no ar, alcançando 621 microgramas por metro cúbico (µg/m³), conforme dados da plataforma da fundação suíça IQAir, que monitora em tempo real o Índice de Qualidade do Ar. Este valor está significativamente acima do limite estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como seguro para a saúde, que é de até 45 microgramas por metro cúbico (µg/m³).
De acordo com a classificação da Índice Mundial de Qualidade do Ar a cidade atingiu o nível “perigoso”, o mais elevado em uma escala de seis níveis de alerta. Esse grau de poluição é considerado extremamente grave, com recomendações para evitar qualquer atividade física ao ar livre, manter portas e janelas fechadas para impedir a entrada de poluentes em ambientes internos e utilizar máscaras em áreas com maior exposição.
Desde o início do ano até esta quinta-feira (29), o estado de Rondônia contabilizou 5,88 mil focos de incêndio, segundo o programa BDQueimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Este número representa mais do que o dobro dos 2,4 mil focos registrados no mesmo período de 2023.
Diante da severidade da situação, o governo de Rondônia decretou, no início desta semana, estado de emergência devido aos incêndios florestais. Além disso, foi instituída a proibição do uso do fogo em todo o território estadual por um período de 90 dias.
A reportagem da Agência Brasil procurou a assessoria da prefeitura de Porto Velho e do governo do estado de Rondônia para obter informações sobre as medidas de proteção à saúde da população. A prefeitura informou que a secretária municipal de Saúde, Eliana Pasini, não estava disponível para comentários, enquanto o governo estadual destacou as ações adotadas para combater as queimadas na região.
Com informações da Ag. Brasil
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