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Lacen recebe equipamento de sequenciamento genético para detecção das variantes do coronavírus em RO

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Ricardo Brandão
Jornalista do site Portalrondonia.com com mais de 15 anos no jornalismo [email protected]
Durante os dois anos de pandemia, como Rondônia não possuía esse equipamento, o governo tinha que enviar as amostras colhidas para testes em outros estados. Lacen recebe equipamento para diagnósticos de casos de variantes da Covid
O Laboratório Central de Saúde Pública de Rondônia (Lacen) recebeu um equipamento de sequenciamento genético para detecção das variantes do coronavírus. A informação foi confirmada pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) nesta quinta-feira (17).
Durante os dois anos de pandemia, como Rondônia não possuía esse equipamento, o governo tinha que enviar as amostras colhidas para testes em outros estados. Fazer o sequenciamento genético desse material é importante para determinar qual linhagem do vírus está circulando por uma determinada região.
Segundo o secretário estadual de saúde, Fernando Máximo, o equipamento será usado especificamente para Covid, mas ele tem capacidade para sequenciar outros vírus, como Zika, dengue e até bactérias multirresistentes.
“A nossa equipe [de Saúde] está passando por um treinamento. Uma equipe da Flórida está treinando nosso pessoal para que muito em breve a gente comece a realizar o sequenciamento genético e descobrir qual variante do vírus aqui no estado de Rondônia”, disse o secretário.
Variantes conhecidas
Em 2021, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a identificar as mutações do coronavírus por nomes de letras do alfabeto grego. Das variantes com maior potencial de transmissão, a do Reino Unido passou a ser chamada de Alfa. A da África do Sul passou a se chamar Beta. A Gama é a identificada inicialmente no Brasil e a Delta, na Índia.
OMS dá nomes às variantes do coronavírus
Antes de ganhar o nome de ômicron, a nova variante ficou conhecida pela sigla B.1.1.529. Ela preocupa pois tem 50 mutações — algo nunca visto antes —, sendo mais de 30 na proteína “spike” (a “chave” que o vírus usa para entrar nas células e que é o alvo da maioria das vacinas contra a Covid-19).
Os cientistas explicam que o país que identifica uma nova variante não é necessariamente o berço dela. A África do Sul, por exemplo, tem um dos melhores sistemas de vigilância genômica do continente africano e pode ser por isso que a ômicron foi identificada lá. E para evitar qualquer tipo de preconceito contra países que descobrem variantes é que a OMS decidiu nomeá-las com as letras do alfabeto grego.
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Fonte: G1 Rondônia

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