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Rondônia, domingo, 26 de setembro de 2021.



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Futuros Preferíveis: caminhos para o uso sustentável dos recursos naturais


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Nesta quarta-feira, 8, a Bússola reuniu Walter Schalka, presidente da Suzano, e Luciana Antonini Ribeiro, sócia da EB Capital, gestora de private equity, para debaterem os caminhos que levam ao uso sustentável dos recursos naturais, além dos meios para combinar crescimento e preservação do meio ambiente, a fim de garantir um futuro mais próspero a toda sociedade.


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Segundo o último relatório da ONU, o aquecimento global está produzindo efeitos irreversíveis. O aumento da temperatura do planeta poderá subir 1,5 °C até 2030. Ondas de calor, secas e enchentes estão cada vez mais frequentes e, com isso, se faz urgente a necessidade de ações amplas e de alto impacto para amenizar os efeitos nocivos do indesejado fenômeno.

A sustentabilidade tem um olhar especial da Suzano. Por acreditar e defender que inovação e sustentabilidade caminham juntas, a empresa tem utilizado o termo “inovabilidade” para se referir à maneira como a companhia atua e produz, sempre tratando os recursos naturais — matéria-prima de seus produtos — de forma responsável e consciente.

“Precisamos olhar o problema do aquecimento sobre duas óticas. A primeira, de forma global. Não é mais possível emitir o mesmo nível de carbono na atmosfera e procrastinar. Entendo ser impossível nos tornarmos carbono neutro até 2030. Contudo, precisamos trabalhar com a perspectiva concreta de reduzir as emissões em 20%, 30%. A Suzano é parte do problema, mas também da solução. Atualmente plantamos 635.000 árvores por dia e já somos carbono negativo”, declara Schalka.

Na visão do presidente da Suzano, o tripé social, ambiental e econômico não pode ser entendido como uma agenda de competição entre as empresas, mas de construção coletiva em prol de um mundo mais sustentável. E o Brasil tem todas as condições de ser um grande protagonista mundial na retomada verde, o que pode lhe render uma vantagem competitiva e econômica perante os demais países.

“O País tem um potencial inacreditável para ser uma das grandes economias mundiais se conseguir aproveitar seus recursos disponíveis. Possui uma matriz energética bastante limpa, entretanto, se investir ainda mais na produção de matrizes menos impactantes para o ambiente, tais como a eólica e a solar, vamos alcançar um modelo com muito potencial de geração de valor e, principalmente, aumentar a geração de empregos”, diz Schalka.

Luciana Antonini Ribeiro afirma que, em relação à implementação do ESG nas empresas, o setor privado ainda vê a sigla como ferramenta de análise e de risco, embora uma grande parte dos executivos já se conscientizou de que as letras representam não só oportunidade de negócio como também estímulo de prosperidade compartilhada. Um dos pontos positivos da pandemia foi a capacidade de acelerar essa compreensão.

“Anos atrás, quando a ONU lançou os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), percebeu que a ação dos governos não seria suficiente para resolver o problema do impacto climático e por isso convidou o capital privado para ajudar nessa transformação. Contudo, por mais que houvesse esse diálogo, o setor tinha muita dificuldade de entendimento. Com a pandemia de covid 19, a conscientização aumentou, afinal, o capital privado é fundamental para escalar as soluções necessárias. Isso porque os problemas ambientais não estão fechados em uma caixa isolada, mas estão expostos a toda sociedade”, afirma Luciana.

Para os debatedores, a preservação do bioma nacional poderia render ao país 10 bilhões de dólares por ano no mercado de crédito de carbono. A partir da regulação do artigo 6 do Acordo de Paris, o governo brasileiro poderia trazer recursos apenas por manter a floresta em pé. Ambos mantêm boas expectativas sobre a discussão do mercado de carbono na COP26.

“A COP26 será uma oportunidade para o mundo se ajustar à questão do mercado de crédito de carbono. Defendo a implementação do “Cap and Trade”, tese onde será possível limitar as emissões de cada uma das empresas e cada um dos países, num mercado regulado de carbono e cobrar em cima daqueles que excedam a regulação”, diz Schalka.

 

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Fonte: Revista Exame

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