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Rondônia, quinta, 24 de junho de 2021.



G1

FOTOS: Casarão dos ingleses é depredado, antigas peças da EFMM são furtadas e vendidas como sucata em RO


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A história de Porto Velho começa a partir da construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, mas parte de sua memória física está abandonada. Um dos locais que deveria ser ponto turístico em Porto Velho está com aspecto de abandonado e é alvo de depredação constante. Conhecido como casarão dos ingleses, o prédio é uma das heranças do período da construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM), mas atualmente está com mofo pelos tetos, portas e janelas quebradas e ainda há registro de furtos.
O prédio está localizado na Estrada de Santo Antônio, em Porto Velho. Perto dali, na região da Vila Candelária, também há antigas locomotivas, vagões e peças históricas da ferrovia abandonadas em meio a mata. Há registros que esses materiais são furtados e vendidos por criminosos como sucatas.
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A Rede Amazônica esteve nos dois locais e constatou o abandono, veja nas imagens abaixo:
Casarão
Casarão dos Ingleses, patrimônio histórico de Rondônia, está abandonado e sofre roubos
Rede Amazônica/Reprodução
Casarão dos Ingleses, patrimônio histórico de Rondônia, está abandonado e sofre roubos
Rede Amazônica/Reprodução
Casarão dos Ingleses, patrimônio histórico de Rondônia, está abandonado e sofre roubos
Rede Amazônica/Reprodução
Casarão dos Ingleses, patrimônio histórico de Rondônia, está abandonado e sofre roubos
Rede Amazônica/Reprodução
Casarão dos Ingleses, patrimônio histórico de Rondônia, está abandonado e sofre roubos
Rede Amazônica/Reprodução
Casarão dos Ingleses, patrimônio histórico de Rondônia, está abandonado e sofre roubos
Rede Amazônica/Reprodução
Conhecido como casarão dos ingleses, o local foi residência dos empreiteiros Philips e Thomas Collins. E leva esse nome fazendo referência a origem dos empreiteiros.
O casarão foi construído no final do século XIX e ainda tem alguns vestígios da história arquitetônica, como, os detalhes das grades de janelas.
Atualmente na parte de dentro do sobrado de dois andares há mofo nos tetos, portas e janelas estão quebradas e ainda há registro de furtos. O local passa por um processo judicial de desapropriação e está proibida a visitação do público.
O casarão está dentro da declaração de utilidade pública da usina hidrelétrica de Santo Antônio. Por isso a hidrelétrica entrou com processo de desapropriação por questões de segurança. Esse processo está em curso desde 2015. Enquanto não passar por todo o trâmite processual e perícia não se pode se dar destinação, ou realizar obras na área, segundo a Santo Antônio Energia.
Acervo ferroviário vendido como sucata
Peças do acervo ferroviário da EFMM estão sendo comercializadas em Porto Velho
Rede Amazônica/Reprodução
Peças do acervo ferroviário da EFMM estão sendo comercializadas em Porto Velho
Rede Amazônica/Reprodução
Peças do acervo ferroviário da EFMM estão sendo comercializadas em Porto Velho
Rede Amazônica/Reprodução
Peças do acervo ferroviário da EFMM estão sendo comercializadas em Porto Velho
Rede Amazônica/Reprodução
Na região da vila candelária, entre Porto Velho e Santo Antônio, está parte da memória física da EFMM. Dezenas de vagões de cargas, caldeiras e conjuntos de rodas foram cortados por criminosos que usam o ferro histórico como sucata.
No início de 2020 um documento denunciando o descaso foi enviado pela Associação Rondoniense de Preservação da Estrada de Ferro Madeira Mamoré para a Polícia Federal, Ministério Público e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
De acordo com representante do Iphan, o órgão só pode cuidar, por lei, do patrimônio histórico que tem tombamento federal. Em relação a EFMM, apenas o pátio é tombado. Existe um projeto de tombamento para todo o percurso, mas o estudo “ainda está no início”.
O Ministério Público informou que fará contato com os responsáveis pela área.
A Polícia Federal confirmou que recebeu o documento sobre o abandono e o enviou ao Ministério Público Federal para avaliar se há conduta criminosa.
A prefeitura de Porto Velho informou que algumas definições já estão sendo alinhadas sobre o caso. E deve se pronunciar em breve.
*Colaboraram Ruan Gabriel e Gustavo Luz.
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Fonte: G1 Rondônia

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