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Rondônia, quinta, 24 de junho de 2021.



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Preocupado com o impacto ambiental da aviação? A Gol tem a solução


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A Gol anunciou o início de uma parceria com a fintech Moss que permitirá a compensação das emissões de carbono de seus voos. A iniciativa faz parte das metas sustentáveis da empresa para uma aviação mais sustentável, e permitirá aos tripulantes a compensação das emissões de gases poluentes com a compra de créditos comercializados pela plataforma brasileira.

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A partir de 5 de junho, os clientes da aérea poderão optar por neutralizar suas emissões de voos nacionais ou internacionais a partir da compra de créditos de carbono na plataforma digital da Moss, que apoia projetos ambientais na Amazônia.

Após a compra da passagem, os clientes vão receber um e-mail com o cálculo da emissão de carbono do trecho escolhido e todas as orientações que permitem a compensação e, ao final da transação, será gerada uma certificação digital com todos os detalhes de como e onde as emissões estão sendo compensadas.

A Moss é a primeira plataforma de compra e venda de carbono no mundo. Para isso, a empresa criou o token MCO2, que é lastreado neste tipo de crédito. Isso significa que, com a ajuda da tecnologia de blockchain, os créditos são comercializados de maneira similar às criptomoedas – como o Bitcoin.

Além das compensações na Amazônia, a Gol também quer disponibilizar, em breve, uma nova opção de projeto ambiental que visa a produção de biocombustíveis.

Quanto isso vai custar?

De acordo com as estimativas da Gol, as emissões individuais para o trecho Congonhas (São Paulo) a Santos Dumont (Rio de Janeiro), por exemplo, correspondem a cerca de 34 kg de carbono por pessoa, o que custaria aproximadamente R$ 10.

Já no trecho Guarulhos (São Paulo) – Salvador (Bahia), a emissão individual é de 136 kg de carbono, que geraria um custo médio de R$ 20 para neutralização.

“Para a Gol, a parceria com a MOSS para a compensação individual de carbono pelos Clientes estabelece um novo capítulo no mercado nacional da aviação. É um lançamento muito significativo que coloca a Companhia à frente das questões relacionadas à preservação ambiental no setor”, afirma Eduardo Bernardes, vice-presidente comercial, de marketing e de clientes da Gol.

Bitcoin verde

Em janeiro deste ano, a MOSS se uniu à corretora Mercado Bitcoin para a criação do primeiro “bitcoin verde” do mundo. O acordo envolve a compensação das emissões da corretora de criptoativos, desde a sua fundação, e a comercialização dos tokens da Moss através da rede Ethereum. A ideia do “bitcoin verde” é agregar ao criptoativo um MCO2, que equivale à compensação de uma unidade da moeda digital. Dessa forma, o valor do bitcoin verde será igual ao valor corrente do ativo digital, atualmente na casa dos 34 mil dólares, mais 18 dólares do MCO2.

Ações ambientais

Como parte de suas metas ambientais para 2050, a GOL se comprometeu a se tornar neutra em carbono até a data. Esse é um desafio particular para o setor de aviação, tido como um dos mais poluentes, principalmente graças às emissões de gases do efeito estufa pelas aeronaves.

Para conseguir o feito, a Gol aposta em eficiência, renovação de frotas e tecnologias e investimentos em combustíveis limpos, além de monitorar suas emissões ano a ano. “A GOL tem monitorado e reportado voluntária e publicamente suas emissões de gases de efeito estufa desde 2010, e buscado, continuamente, implementar melhorias operacionais, adotar novas tecnologias e aperfeiçoar procedimentos que possam contribuir para a redução de seus impactos”, diz, em nota, Pedro Scorza, comandante e assessor de projetos ambientais da GOL.

Em 2019, a empresa declarou ter emitido 3,6 milhões de toneladas de CO2 equivalentes.

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Fonte: Revista Exame

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