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Rondônia, sábado, 19 de junho de 2021.



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Frubana capta R$ 351 mi para ser a “loja de tudo” dos restaurantes


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Foi para levar a comida do campo para a mesa dos restaurantes que o colombiano Fabián Gómez, ex-diretor de expansão do Rappi e filho de agricultores, fundou a startup Frubana em 2018. Três anos depois do início do negócio, suas metas para a empresa são mais ambiciosas: ser uma loja completa de atacado para todos os restaurantes da América Latina. Com operações já funcionando em grandes cidades da Colômbia, do Brasil e do México e um novo aporte milionário em caixa, os planos do fundador parecem menos impossíveis do que à primeira vista. 

A Frubana acaba de receber um aporte de US$ 65 milhões (cerca de R$ 351 milhões) em sua rodada série B, liderada pelo investidor Hans Tung, sócio-gestor da GGV Capital e terceiro colocado na lista de melhores investidores de tecnologia do mundo da revista Forbes. SoftBank, Monashees e Tiger Global Management, que já eram investidores da startup, e o fundo Lightspeed Venture Partners, também participaram da rodada. 


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Os recursos serão utilizados pela empresa para melhorar sua tecnologia de gestão de logística, assim como dobrar os investimentos na expansão das operações brasileira e mexicana. “Nós construímos a empresa desde o primeiro pensando na América Latina como uma região integrada, em que o PIB é 2x o tamanho da Índia e 0,5 o tamanho da China. Nós não vamos para todas as cidades de um país, mas para os principais mercados da América Latina: São Paulo, Cidade do México e Bogotá”, diz Goméz, em nota.

O investimento chega depois de um ciclo desafiador para a companhia. No começo do ano passado, pouco antes da pandemia de covid-19 começar, a empresa havia conquistado um cheque de US$ 25 milhões para investir na sua expansão. Com a crise sanitária, os planos precisaram ser revistos, afinal restaurantes e bares de todo continente foram fechados para evitar a transmissão da doença. 

Em vez de reduzir o tamanho, a Frubana investiu em tecnologia e apostou que conseguiria conquistar mais clientes se mostrasse a eles o potencial de economia ao comprar na sua plataforma — afinal, a empresa tem um canal direto com os produtores. Para aumentar o valor da sua oferta, a startup também decidiu deixar de focar só em verduras, legumes e frutas e se tornar uma atacadista completa, resolvendo as compras dos seus clientes em um só lugar. Com isso, do começo de 2020 até agora, a empresa cresceu seis vezes o número de clientes e triplicou as vendas.

No Brasil, a operação da startup começou a funcionar a pleno vapor só em outubro do ano passado, mas já conquistou mais de 10.000 restaurantes clientes. Segundo Breno Lopes, country manager da Frubana no Brasil, em breve a operação local deve ser a maior da companhia. “É um negócio complexo, temos que entender como é a cadeia de cada cidade antes de entrar em um mercado novo. Mas o potencial é gigantesco, estamos falando de mais de 2 milhões de restaurantes na América Latina, quase 1 milhão no Brasil”, diz o executivo.

O foco da startup atualmente é atender bem e rápido os pequenos e médios restaurantes da capital paulista. Hoje, seu portfólio consegue entregar de 40% a 60% das necessidades dos clientes, desde frutas e verduras, até carnes, arroz, feijão, óleo e laticínios. Aos poucos, a empresa busca fornecedores para aumentar seu catálogo.

A empresa opera hoje com dois armazéns alugados nos arredores de São Paulo. Lá, ela recebe todos os itens pedidos pelos restaurantes, faz o controle de qualidade e garante a sanitização dos alimentos. As entregas são despachadas no menor tempo possível por meio de operadores logísticos parceiros. Em média, os pedidos são entregues em menos de 24 horas até o cliente.

Lopes não revela o quanto a operação brasileira movimenta com os pedidos, mas diz que são carregados cerca de 90 a 100 caminhões diariamente. A expectativa da startup, que hoje emprega quase 300 pessoas no Brasil e 1.000 no total, é pelo menos triplicar o tamanho da operação por aqui até o final do ano. A depender do sucesso de São Paulo, a empresa avalia entrar em outras cidades, mas afirma que não tem planos definidos ainda.

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Fonte: Revista Exame