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Rondônia, quinta, 24 de junho de 2021.



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Você conhece o Eurovision?


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Férias em Portugal, sobe e desce em Lisboa e avisto uma enorme estrutura. Música, comida, atrações. Muita gente se digladiando entre aplausos e vaias a cada apresentação musical. E, para mim, ninguém famoso no palco. Duas portuguesas (depois descobri serem Claudia Pascoal e Isaura) levam o ambiente à loucura com a música O Jardim (logo coloquei na minha playlist do Spotify).

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Assim conheci o Eurovision. E percebi o quanto estava desinformado sobre o maior festival de música do mundo. Um colosso europeu, que em 2021 chegou à 65ª edição, praticamente desconhecido no Brasil. Sua fórmula é simples: cada país membro da União Europeia de Radiodifusão (UER), e alguns convidados, inscreve um artista com música inédita para, após seletivas, definir um campeão (em 22 de maio a banda italiana de rock Måneskin levou o troféu de 2021).

Não é só na Europa que o festival é conhecido. A Austrália transmite o Eurovision desde 1983 e concorre desde 2015. Em 2020, a Netflix lançou “Festival Eurovision da Canção: A Saga de Sigrit e Lars”, que recebeu indicação ao Oscar na categoria Música Original.

Do concurso já saíram enormes sucessos. Céline DionJulio Iglesias e Olivia Newton-John são exemplos, mas o mais famoso é o ABBA. Aliás, o Eurovision nunca exigiu que o artista tenha nascido no país que representa.

Nem tudo são flores. Nos últimos anos surgiram críticas sobre a qualidade musical do concurso e um certo aspecto político. Porém, o que fica em um evento de 65 anos é o fomento à cultura, à música. O Eurovision é financiado por meio de uma taxa paga por cada emissora de TV que o transmite em seu país, além do investimento da emissora anfitriã e da cidade-sede e receitas comerciais de patrocínios, vendas de ingressos e peças promocionais.

Mais surpresa ainda foi descobrir que a América também tem uma competição no mesmo estilo para chamar de sua. O Own Americavision Song Contest acontece desde 2017 e participam países-membros do Own American Broadcasting Association. Ele é transmitido pelo YouTube e apenas a primeira edição foi presencial, no Peru.

Com um 2020 e um 2021 de estagnação para os artistas por causa da pandemia, o concurso virtual pode ser um bom espaço para novos talentos, promover a troca entre nações com uma cultura musical tão rica e diversa e, claro, movimentar o segmento. Quem sabe, com o fim da pandemia, ele possa ser presencial para que os participantes vivenciem o clima de “uma volta pela América” em um só lugar.

*Danilo Vicente é sócio-diretor da Loures Comunicação

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Fonte: Revista Exame

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