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Rondônia, quarta, 14 de abril de 2021.



Esporte

Atletas rondonienses marcam presença em casas de aposta via esportes eletrônicos e tradicionais


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Como estado-nação, o Brasil é um país relativamente novo em comparação a suas contrapartes no “Velho Mundo” europeu e até entre seus vizinhos nas Américas. E o estado de Rondônia é também uma das “criações” mais novas da esfera federal do governo brasileiro, criando inicialmente um território próprio separado de Amazonas e Mato Grosso na década de 1940 para depois transformá-lo em unidade federativa em 1981.

Apesar de não ser tão velho quanto estados limítrofes, a importância regional do antigo Território Federal de Guaporé demanda respeito. Afinal, Rondônia é responsável por 11% do PIB da região Norte do Brasil, com quase 1,8 milhão de habitantes ocupando o espaço desbravado no início do século XX pelo marechal Cândido Rondon. Dessas terras sairiam não só grandes riquezas da natureza que ajudaram o desenvolvimento econômico brasileiro, mas também seriam a terra natal de personalidades artísticas como o cantor Fernando, da dupla Fernando e Sorocaba, e o compositor Paulinho Lêmos, intérprete de MPB que faz sucesso em Portugal.

Rondônia também contribui para o cenário nacional com vários atletas, muitos deles fazendo aparições diretas ou indiretas em plataformas como a Betfair, que oferece diversas modalidades esportivas para se apostar online. Entre as modalidades encontram-se lutas como o taekwondo, cuja maior representante nacional é a porto-velhense Talisca Reis; e também os eSports, que incluem jogos como League of Legends e Counter-Strike. Através do atleta rondoniano Júlio “Poizon” Paz, que fará parte do Fortaleza E-Sports, Rondônia ganhou um representante nos torneios nacionais de League of Legends que marcam presença em plataformas como a Betfair.

Influência futebolística é a que domina

Mas ainda que Rondônia seja uma terra de riquezas e talentos mil, é natural que em questão esportiva o estado encontre muito mais representantes no futebol do que em qualquer outro esporte. Afinal, o esporte mais amado do Brasil é também a preferência de boa parte da população rondoniana, com alguns dos seus habitantes investindo anos a fio para se tornarem profissionais do esporte bretão e consequentemente levarem seus talentos para além das fronteiras estaduais.

Entre estes atletas encontra-se o lateral-direito Elsinho. Como Talisca Reis, ele também é natural da capital de Rondônia, tendo começado a sua carreira como jogador no Genus de Porto Velho. Após se tornar profissional e passar por vários times Brasil afora, Elsinho conseguiu o seu grande avanço na carreira após uma boa passagem pelo CRB do Alagoas, que o levou a atuar por clubes do patamar mais elevado do futebol nacional, como Figueirense e Vasco da Gama.

Poucos anos depois, Elsinho estaria atuando no Japão. Seu primeiro clube no país do leste asiático foi o Kawasaki Frontale, onde atuou entre 2015 e 2018, ganhando dois títulos da principal liga japonesa no processo. E, em 2019, ele se transferiu para o Shimizu S-Pulse, onde atua até hoje.

Entretanto, o atual time de Elsinho não se encontra no melhor dos lugares no momento, como indicam os palpites em jogos de futebol da Betfair. Atualmente na 11ª colocação da J-League, em 4 de abril o time possuía apenas 42% de chances de vitória no confronto em casa contra o Urawa Red Diamonds. Enquanto isso, o antigo time de Elsinho era amplo favorito em seu embate com o Sagan Tosu, com 77% de chances de ganhar o confronto.

Outro atleta de Porto Velho que hoje usa seus talentos na Ásia é o zagueiro Júnior Lopes. Ao contrário de Elsinho, seu início de carreira se deu no Vitória da Bahia, passando por clubes no Brasil e até pelo Čelik Zenica, da Bósnia e Herzegovina, antes de se estabelecer no Bragantino entre 2010 e 2012. O futebolista atravessou o oceano Atlântico novamente logo após o fim do seu termo de contrato com o time paulista, passando primeiro em Portugal pela Académica de Coimbra e depois rumando para a Ásia para atuar no Saipa FC, do Irã, e no Persiba Balikpapan, da Indonésia.

Seu destino final – e atual – foi o futebol tailandês. O primeiro clube de Júnior Lopes na Tailândia foi o Chonburi, logo na sua chegada ao país em 2019. Um ano depois ele se transferiria para o Trat, principal clube da província tailandesa de mesmo nome.

Outro exemplo notável de atleta de futebol de Rondônia atuando fora do país é o meio-campista Bruno Arrabal, nascido em Ouro Preto do Oeste e com passagens em clubes do Chipre, Albânia e Kosovo, atuando hoje no KF Arbëria, do último país mencionado. Um nome que também pode ser mencionado nesse sentido é o do atacante Silvinho, que era jogador do clube japonês Albirex Niigata antes de completar sua transferência para o CSA do Alagoas no começo deste ano.

Pode até ser que Rondônia não conte ainda com tantos representantes do esporte para além do estado quanto gostaríamos. Mas este é um processo de longo prazo que envolve não só o talento dos atletas desenvolvidos no estado, mas também as estruturas que permitem que estes atletas possam levar suas habilidades para outros cantos do país e do mundo. E, aqui, a pressa é também a inimiga da perfeição.