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Rondônia, sexta, 16 de abril de 2021.



Exame

Cogna aumenta provisões no trimestre, mas ações sobem 3%. Entenda


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As ações da Cogna (COGN3) subiram 3,11%, para 3,98 reais, nesta quarta-feira, 31, entre as maiores altas do Ibovespa. A alta aconteceu na esteira da divulgação de resultados do quarto trimestre pela manhã, antes da abertura do mercado.

Com recomendação neutra para a ação, analistas do Goldman Sachs fixaram em 6,60 reais o preço-alvo em 12 meses, o que implica um upside (potencial de valorização) de 66% em relação ao fechamento desta quinta.

O resultado divulgado apresentou forte queda na receita e na geração de caixa operacional em decorrência do aumento das provisões para inadimplência, um efeito direto da crise econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus. Excluídos esses efeitos, o resultado para o Ebitda recorrente teria superado o guidance anual em 10%.

O maior grupo de educação do país informou ainda que concluiu a reestruturação da Kroton, em plano que levou ao fechamento de 45 campi, implicando redução de 27% em custos e despesas. A medida fez parte de estratégia para adaptar a unidade de ensino superior à nova realidade com peso maior e crescente do ensino à distância.

O provisionamento, por sua vez, cresceu em 415 milhões de reais somente no quarto trimestre depois que a Cogna promoveu alterações na forma de cálculo desse indicador. Isso levou o Ebitda ajustado a ficar negativo em 100 milhões de reais no período — teria ficado positivo, portanto, em 315 milhões de reais sem esse efeito.

A nova fórmula para a chamada PCLD foi adotada com a ajuda de uma consultoria e se mostra mais precisa na estimativa da inadimplência.

Como reflexo do impacto da PCLD, a alavancagem medida pela relação entre dívida líquida e o Ebitda dos últimos 12 meses chegou a 3,23 vezes, superando a marca de 3 vezes pelo segundo trimestre alternado. Não chegou a representar quebra de covenants (condições previstas em contrato), mas a Cogna informou que vai abrir renegociação dos mesmos com os detentores de debêntures da companhia.

Fonte: Revista Exame