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Relembre a carreira política da ex-deputada Ana da 8 em Rondônia


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Ex-parlamentar morreu nesta sexta-feira (19), vítima da Covid-19, em Porto Velho. Ana Lúcia ocupou cargos de vereadora e deputada entre 2005 e 2015. Ana da 8
Reprodução/Redes Sociais
Ana Lúcia Dermani de Aguiar, de 50 anos morreu nesta sexta-feira (19), vítima da Covid-19, em Porto Velho. Ela era conhecida no mundo político como Ana da 8 por ser moradora da Linha 8, na área rural de Nova Mamoré (RO).
A ex-parlamentar começou a carreira política em 2004 quando foi eleita para o cargo de vereadora pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Na ocasião, ela teve 614 votos, segundo a Câmara Municipal de Nova Mamoré.
Em 2010, concorreu a uma vaga na Assembleia Legislativa pelo Partido Trabalhista do Brasil (PTdoB) e foi eleita com 5.475 votos.
Ana concorreu novamente em 2014, mas teve 4.961 votos e não foi reeleita para o cargo de deputada estadual.
Condenações
No mês de setembro de 2013, Ana da 8 foi processada pelo Ministério Público Federal por improbidade administrativa. A denúncia era de que ela havia recebido dinheiro de um traficante para bancar a campanha em 2010 e em troca, oferecia cargos na Assembleia.
Em 2015, Dermani chegou a ser presa após, segundo o MP, faltar em audiência de um processo em que respondia por peculato.
Em 2017, a ex-parlamentar e o marido Mário César Cabral foram condenados pela 1ª Vara Criminal de Porto Velho pelo crime de lavagem de dinheiro. A condenação foi resultado das investigações da Operação Termópilas, que apurou desvio de dinheiro pelo ex-presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia, Valter Araújo.
De acordo com o Ministério Público, na época, os valores movimentados nas contas do casal não seriam compatíveis com os ganhos. Além disso, eles teriam adquirido bens (como apartamentos em Caldas Novas) para driblar a origem criminosa dos recursos. A pena para cada um deles foi de 5 anos e 4 meses de prisão em regime semiaberto. Um recurso do processo foi encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça.
Já em 2019, Ana foi condenada a 6 anos de prisão por corrupção passiva, também em regime semiaberto. Conforme o TJ-RO, a Polícia Federal apreendeu a quantia de R$ 39 mil que estava escondida no interior da residência da deputada em 2011. A polícia também achou uma quantia em dinheiro que estava em uma caixa de papelão, na qual estava escrita “55 mil reais”.
Ainda de acordo com o tribunal, também foram encontrados na casa da ré três recibos assinados por Valter Araújo: um no valor de R$ 16.518 e outros dois de R$ 16.114 cada um.
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Fonte: G1 Rondônia

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