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Rondônia, domingo, 07 de março de 2021.


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João Kepler: 10 coisas que você precisa saber antes de investir em uma startup


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Vou começar este artigo com uma “provocação”. Você saberia me dizer por que não investir em startups? Isso mesmo, você não leu errado. De certa forma, é relativamente fácil destacar pontos positivos que nos motivam a tomar algumas decisões, por isso, vou te ajudar com esta primeira reflexão.

Vamos aos pontos:

  • Primeiro: nem preciso lembrar que é um investimento de alto risco;
  • Segundo: que demora em média 6,8 anos para ter alguma possibilidade de saída;
  • Terceiro: dificilmente você terá algum dividendo no período;
  • Quarto: você precisa investir em pelo menos 10 negócios para ter alguma chance de retorno sobre o investimento realizado;
  • Quinto: Você tem que ajudar a startup a crescer para aumentar o valuation e seu IRR anual.

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Os cinco motivos acima são apenas parte da resposta para justificar o porquê não investir em startups.

Além disso, destaco também que a seleção das startups é fundamental. A escolha inicial deve partir de um filtro, que chamamos de tese, no qual você determina qual segmento estaria disposto a entrar, qual o modelo de negócios, qual o valor máximo para investir, qual o estágio do negócio, que tipo de empreendedores, entre outros pontos que precisam ser levados em consideração.


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Principalmente, deve ter claro no que você NÃO quer investir.

Após isso, em relação às que passaram pela tese, você deve buscar referências, opiniões, pesquisar, verificar a validação, e na sequência negociar com os empreendedores fundadores o valuation do negócio, participação, modelo de contrato, etc., ou seja, trabalho que merece muita atenção, tempo e cuidados.

Mas mesmo assim se você insiste em investir em startups, preciso lhe mostrar mais alguns desafios presentes nesse tipo de investimento:

  1. Você precisa gostar de gente;
  2. Tem que ter tempo para se relacionar;
  3. Fazer mentoria;
  4. Entender e acompanhar KPI’s;
  5. Não pressionar, mas colaborar;
  6. Não ser ansioso;
  7. Não se arrepender no meio do caminho;
  8. Ser acessível e flexível para os empreendedores;
  9. Pensar em estratégias e parcerias para o negócio;
  10. Lidar com empreendedores uncoachable.

Sim, é preciso se qualificar para fazer este tipo de investimento. Viu como não é fácil? Não se trata apenas de colocar seu dinheiro e voltar um tempo depois para ver no que deu. É um exercício de paciência que requer muita experiência e dedicação.

Não quero desestimular ninguém, muito pelo contrário!

Mas sei o quanto é importante ser realista e mostrar os prós e contras. As informações que listei aqui nem sempre são mencionadas e é aí que mora o problema na maioria das vezes.

Se vai mesmo investir, meu conselho final é: retire uma pequena parte da sua reserva financeira para startups. Isso não é um jogo, ou seja, não aposte tudo que tem nesse tipo de operação. Esteja ciente de que você pode perder todo o dinheiro que investiu (faz parte) e se você topa entrar precisa ter consciência disso.

Colocar seu dinheiro em startups é trabalhar em conjunto, compartilhar para somar. Cada vez mais as pessoas estão despertando para novas alternativas de investimento e apesar do alto potencial de retorno chamar atenção, as startups não são definitivamente a alternativa mais “fácil” para ganhar dinheiro.

E, por último, e tão importante quanto, opte sempre por fazer parte de um grupo de investidores ou siga algum investidor que admira e confia.

Ao fazer isso você diminui suas chances de errar. Grupos que são sólidos e estruturados criam critérios e uma lógica para avaliar startups, sem contar que cuidam de questões burocráticas e, claro, são mais cabeças pensantes e mais experiência envolvida no processo como um todo.

*João Kepler é escritor, anjo-investidor, conferencista, apresentador de TV, podcaster e Diretor da Bossa Nova Investimentos.

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Fonte: Revista Exame

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