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Alertas de desmatamento na Amazônia em outubro são os mais altos para o mês na série histórica, apontam dados do Inpe


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Maior parte da área desmatada da floresta em outubro foi no Pará. Amazônia Legal teve uma área de 836,23 km² sob alerta de desmatamento. Na foto, trecho queimado da Amazônia é visto próximo a Apuí, no Amazonas, no dia 11 de agosto.
Ueslei Marcelino/Reuters
A Amazônia Legal teve uma área de 836,23 km² sob alerta de desmatamento em outubro, a maior para o mês desde que o monitoramento começou, em 2015, mostram dados atualizados nesta sexta-feira (13) pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Os alertas foram feitos pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), que produz sinais diários de alteração na cobertura florestal para áreas maiores que 3 hectares (0,03 km²), tanto para áreas totalmente desmatadas como para aquelas em processo de degradação florestal (exploração de madeira, mineração, queimadas e outras).
Os dados do Deter são atualizados sempre às sextas-feiras, considerando o desmatamento encontrado até a semana anterior. Por exemplo: nesta sexta (13), aparecem os dados consolidados até a sexta-feira passada (6).
A área desmatada de outubro, de 836,23 km², apareceu pela primeira vez no sistema do Inpe no dia 6. Nessa data, entretanto, a atualização considerava os alertas até 30 de outubro (a sexta-feira anterior), sem o último dia do mês.
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Na atualização desta sexta (13), que considera os dados até 6 de novembro, não constam novos alertas de desmatamento para 31 de outubro, o dia que faltava no monitoramento do mês passado. O total de área sob alerta continuou, portanto, em 836,23 km².
Segundo o Inpe, a medição do desmatamento do dia 31 pode ter sido impedida por nuvens. Nesse caso, eventuais alertas dessa data seriam incluídos nos dias seguintes. Nos primeiros 6 dias de novembro – os dados mais recentes –, há 60,91 km² de área da Amazônia Legal sob alerta de desmatamento.
Medições
O sistema do Deter aponta áreas com marcas de devastação que precisam ser fiscalizadas pelo Ibama – e não são as taxas oficiais de desmatamento, que costumam ser maiores do que as registradas pelo Deter (veja detalhes mais abaixo nesta reportagem).
A Amazônia Legal corresponde a 59% do território brasileiro, e engloba a área de 8 estados (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins) e parte do Maranhão.
A maior parte da área desmatada da floresta em outubro foi no Pará (que desmatou 398 km², cerca de 48% do total calculado para o mês). O estado também teve os maiores números de desmatamento em setembro e agosto.
Os municípios que mais desmataram em outubro foram:
Porto Velho (RO): 52,74 km²
Lábrea (AM): 36,67 km²
Pacajá (PA): 36,55 km²
São Félix do Xingu (PA): 28,09 km²
Portel (PA): 27,76 km²
Placas (PA): 23,97 km²
Senador José Porfírio (PA): 23,26 km²
Altamira (PA): 22,93 km²
Anapu (PA): 21,31 km²
Uruará (PA): 18,51 km²
Em julho, a Amazônia Legal teve uma área de 1.658,97 km² sob alerta de desmatamento; em agosto foram 1.358,78 km²; e, em setembro, a área foi de 964,45 km².
Deter x Prodes
Vista aérea de área queimada na Amazônia, perto de Apuí, no Amazonas, no dia 11 de agosto.
Ueslei Marcelino/Reuters
Os alertas do Deter não representam, entretanto, a taxa oficial de desmatamento. Ela é medida por outro sistema do Inpe, o Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes).
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A taxa oficial é divulgada uma vez por ano e também considera os números de agosto de um ano a julho do ano seguinte. Os dados de 2019-2020 ainda não foram divulgados, mas, no ano passado, a taxa oficial foi 42% maior do que apontavam os satélites do Deter.
Os números do Prodes costumam ser, historicamente, maiores do que os do Deter.
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Queimadas
O desmatamento e as queimadas estão relacionados. O fogo é parte da estratégia de “limpeza” do solo que foi desmatado para posteriormente ser usado na pecuária ou no plantio. É o chamado “ciclo de desmatamento da Amazônia”.
O número de focos de incêndio na Amazônia também vem alcançando altas históricas: as queimadas na floresta este ano já ultrapassam as vistas em todo o ano passado. Em outubro, o bioma registrou o maior acumulado de fogo na floresta desde 2010: 93.356.
Em setembro, o acumulado para o período também foi o maior desde 2015. Agosto foi o pior na história em número de incêndios no Pantanal: foram 8.106 registros.
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Fonte: G1 Rondônia

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