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83% dos participantes dizem em audiência que não concordam com retorno das aulas presenciais em RO


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Seduc declarou que vai levar em conta a expressão da população para tomada de decisão. A pauta da audiência pública virtual foi a possível volta das atividades presenciais na rede estadual. Criança escrevendo
Pixabay/Divulgação
Um relatório divulgado nesta sexta-feira (6) pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc), aponta que 83,1% dos participantes de audiência pública não concordam com o retorno das aulas presenciais na rede estadual em 2020. A audiência virtual aconteceu no dia 27 de outubro.
O debate contou com espaços abertos para que a população emitisse opiniões sobre o retorno presencial das atividades escolares, durante a pandemia da Covid-19.
Veja ponto a ponto os argumentos apresentados durante a audiência
Entre as opções estavam um formulário eletrônico e o chat da transmissão ao vivo. As manifestações iniciais por chat foram predominantemente contrárias ao retorno, pelo menos, em 2020.
Cenário que também se repetiu no formulário eletrônico: dos 8.516 participantes, 7.078 não concordam com o retorno este ano, enquanto que 1.438 sinalizaram ser favoráveis.
A Seduc informou ainda que do total presente:
25,5% eram estudantes, destes — 65,3% discordam e 34,7% concordam com o retorno das aulas presenciais;
35,6% eram profissionais da educação — 91,2% discordam e 8,8% concordam;
36,1% dos participantes eram pais ou responsáveis por alunos — 90,4% discordam e 9,6% concordam com aulas presenciais e;
O restante, formado por demais segmentos da sociedade responderam — 87,1% discordando e 12,9% concordando com o retorno.
Em nota, Valmir Souto, coordenador de Processo e Planejamento para Retomada das Aulas, disse que a Seduc vai levar em conta a expressão da população. “Mais de 90% dos partícipes na live, eram compostos por professores, pais e alunos. Essa manifestação das pessoas e entidades participantes da audiência pública subsidiará a decisão da Secretaria de Educação com relação a quando e como se dará essa retomada”, consta na nota.
Sala de aula
Reprodução/RPC
Durante a audiência, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Rondônia (Sintero), por meio da presidente Lionilda Simão de Souza, declarou que voltar para as aulas presenciais ainda este ano “significa contaminação em massa, pois milhares de pessoas circulam pelo espaço escolar”.
“Não vejo cenário para voltar em 2020. É preciso um planejamento, quando voltar poderíamos fazer a opção do ensino integral para possibilitar a recuperação de conteúdo”, disse a presidente.
A Defensoria Pública do Estado de Rondônia (DPE-RO) também se posicionou pedindo um retorno cauteloso e paulatino.
“Educação no período da pandemia está sofrendo sérios prejuízos e está ressaltando uma desigualdade que já existia. Já era alarmante e agora é mais ainda, pois nem todas as crianças estão com acesso à educação, principalmente por questões tecnológicas. Acredito que não é o momento de retornar. Quando for, esse retorno deve ser híbrido para adaptação”, disse a defensora Debora Machado Aragão.
Com discurso próximo, o Sindicato do Professores e Professoras de Rondônia (Sinprof), afirmou que neste momento deve-se pensar na segurança sanitária.
“Não somos contra o retorno das aulas presenciais, porém queremos dentro do que os cientistas dizem. Menos de dois meses de aula em 2020 não irá recuperar essa perda pedagógica”, declarou a professora Janete.
As aulas presenciais estão suspensas desde março, na época a previsão de paralisação inicial era de 15 dias, mas com o avanço da pandemia no estado, os estudantes já entraram no nono mês estudando em casa.
Veja vídeos sobre educação

Fonte: G1 Rondônia

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