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Presidente da Câmara abre mão de assumir prefeitura e Cacoal, RO, continua sem gestor


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Valdomiro Corá encaminhou documento de desistência à Justiça Eleitoral e ao desembargador Roosevelt Queiroz. Cidade segue sem prefeito desde a prisão de Glaucione Rodrigues na Operação Reciclagem. Cacoal completa 8 dias sem prefeito
O presidente da Câmara de Vereadores de Cacoal (RO), Valdomiro Corá, abriu mão de assumir a prefeitura interinamente. O documento de desistência foi encaminhado à Justiça Eleitoral e ao desembargador Roosevelt Queiroz. Com a desistência, a cidade segue sem gestor. A prefeita Glaucione Rodrigues foi presa por envolvimento em um suposto esquema de propina dia 25 de setembro.
O Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO) informou, por meio da assessoria, que o desembargador só irá se manifestar sobre um possível prazo para que um novo prefeito seja designado quando analisar o processo.
O procurador geral de Cacoal, Caio Raphael Ramalho, explicou que algumas providências já estão sendo tomadas e que os trâmites legais estão sendo seguidos.
Cacoal segue sem prefeito há mais de uma semana depois que a prefeita Glaucione Rodrigues foi afastada do cargo e presa pela Polícia Federal (PF) durante a Operação Reciclagem, que apura crimes contra a Administração Pública.
Além de Glaucione, o marido dela e ex-deputado, Daniel Neri, e os prefeitos de Rolim de Moura, São Francisco do Guaporé e Ji-Paraná foram detidos. O grupo é investigado pela prática do crime de concussão, que é quando alguém utiliza do cargo público para obter vantagens indevidas.
A defesa de Glaucione e dos outros investigados informou que não irá se manifestar sobre o caso no momento. O advogado de Marcinto Pinto, então gestor de Ji-Paraná, não foi localizado.
Transferência para Porto Velho
Operação Reciclagem: Glaucione, Lebrinha e Luiz Schock filmados recebendo propina
Reprodução
Os quatro prefeitos e o ex-deputado de Rondônia presos por envolvimento em um suposto esquema de propina foram transferidos para a capital Porto Velho nesta semana. Eles passaram por exame no Instituto Médico Legal (IML) e continuam presos no comando da Polícia Militar (PM).
A ordem de transferência partiu do relator do caso, desembargador Roosevelt Queiroz. O juiz também determinou que se retirasse o sigilo dos autos “por entender que as medidas cautelares foram cumpridas quase que em sua totalidade”, segundo o TJ-RO .
O ministro Joel Ilan Paciornik, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou na última quarta-feira (30) o pedido de liminar do habeas corpus de dois prefeitos e do ex-deputado.
Os habeas corpus negados são da prefeita Glaucione Rodrigues (de Cacoal), do prefeito Luiz Ademir Schock (de Rolim de Moura), e do ex-deputado Daniel Neri (marido de Glaucione).
A defesa dos três políticos chegou a pedir para que o STJ fizesse a substituição da prisão preventiva dos suspeitos para prisão domiciliar. A decisão monocrática do ministro cabe recurso e o habeas corpus deve continuar tramitando no STJ até a decisão do colegiado da corte.
Prefeito Marcito Pinto é preso pela PF em Ji-Paraná
Reprodução/WhatsApp
Operação Reciclagem
Glaucione, Daniel Neri e Luiz Ademir foram presos no dia 25 de setembro durante a Operação Reciclagem, da PF, para combater um esquema de propina. Além deles, na mesma ação foram presos o prefeito de Ji-Paraná (Marcito Pinto) e a prefeita de São Francisco do Guaporé (Gislaine Clemente, a Lebrinha).
As prefeitas Lebrinha e Glaucione Rodrigues Neri estão dividindo a mesma cela desde o fim de semana, no quartel da Polícia Militar de Ji-Paraná. Já os prefeitos Luiz Ademir Schock, Marcito Pinto e ex-deputado Daniel Neri estão em outra cela.
As prisões dos políticos foram autorizadas pelo Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO) devido aos vários indícios de provas contra os políticos denunciados. Alguns dos pagamentos de propina foram filmados por câmeras.
‘As imagens são revoltantes’, disse desembargador em decisão que mandou prender prefeitos por propina
Na decisão, o desembargador ainda ordenou mandados de busca, apreensão e indisponibilidade dos bens dos acusados.
Foram ‘sequestrados’ os seguintes valores dos prefeitos:
R$ 555 mil do Luiz Schock (PSBD)
R$ 360 mil da Glaucione Rodrigues (MDB)
R$ 360 mil da Gislaine – Lebrinha (MDB)
R$ 150 mil do Marcito Pinto – (PDT)
Afastamentos
Na mesma decisão, o desembargador determinou o afastamento dos prefeitos de suas funções. Por causa da pandemia, o TJ-RO diz que foi propiciado aos substitutos condições legais para assumirem os cargos de forma temporária, por 120 dias, nas prefeituras de Ji-Paraná, Cacoal, Rolim de Moura e São Francisco.
“Neste período, os gestores substitutos ainda permanecerão no exercício da função pública, nada impedindo que o gestor afastado volte às suas atribuições antes mesmo de esgotado esse prazo, considerando a finalização dos atos de investigação”, afirma o Tribunal.
FOTOS: dinheiro e joias nas casas dos prefeitos presos em Rondônia
QUEM É QUEM: saiba quem são 4 prefeitos presos
VÍDEO: prefeita Glaucione é filmada recebendo propina
VÍDEO: prefeita Lebrinha aparece recebendo propina
Dinheiro apreendido durante Operação Reciclagem em RO
PF/Divulgação
Investigação
Segundo o delegado Flori Cordeiro de Miranda Júnior, da PF, a investigação da operação Reciclagem começou em dezembro de 2019, após um empresário que prestava serviços às prefeituras delatar sobre um esquema de propina.
Delegado fala sobre investigação da operação ‘Reciclagem’
O denunciante relatou, à época, que uma das prefeituras teria condicionado o pagamento de uma dívida com um prestador de serviço ao repasse de propina. Diante disso ele decidiu denunciar a fraude e delatou os outros três municípios que adotavam a mesma prática de corrupção.
A prefeita Gislaine Clemente (MDB) – conhecida como Lebrinha e filha do deputado estadual Lebrão – foi presa na sede da prefeitura de São Francisco.
Em Rondônia, PF prende políticos que foram filmados recebendo propina
Já em Cacoal a polícia prendeu Glaucione Rodrigues Neri (MDB) e o marido dela, Daniel Neri. O casal foi filmado recebendo dinheiro de propina, conforme revelou o Jornal Nacional (veja abaixo).
No mesmo dia, o prefeito de Rolim de Moura foi preso. Luiz Ademir Schock (PSDB) também é suspeito de participar do esquema.
O prefeito Marcito, de Ji-Paraná, foi preso na sede da administração municipal, o palácio Urupá.
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Fonte: G1 Rondônia

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