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Rondônia registra mais de 740 focos de queimadas na segunda semana de agosto


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Entre os dias 8 e 14 de agosto foram registrados 52% a mais de focos que na semana anterior. Dados são do programa de queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Esta semana foi registrado um incêndio em antigo lixão de Ariquemes; Os trabalhos para controlar o fogo já dura mais de uma semana
Reprodução/Rede Amazônica
Rondônia registrou 744 focos de queimadas entre os dias 8 e 14 de agosto, segundo dados coletados pelo satélite de referência Aqua do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O número é 52% maior que o registrado na primeira semana deste mês, quando o satélite capturou imagens de 489 focos.
Porto Velho está no topo do ranking dos municípios do estado, com 343 pontos de queimada visualizados, representando 46% do que foi registrado em Rondônia.
Porto Velho – 343
Candeias do Jamari – 96
Cujubim – 92
Nova Mamoré – 60
Machadinho D’Oeste – 24
Ainda há registro de queimadas em outros 22 municípios.
A capital rondoniense também se destaca no ranking nacional como a sétima cidade com maior número de queimadas.
Altamira (PA) – 711
São Félix do Xingu (PA) – 620
Corumbá (MS) – 508
Novo Progresso (PA) – 507
Lábrea (AM) – 420
Poconé (MT) – 382
Porto Velho (RO) – 343
Do total de focos de calor, 38 foram registrados em terras indígenas, 136 em unidades de conservação estaduais, e 35 em unidades de conservação federais.
Em cada categoria, os mais atingidos foram a TI Karipuna, com 14 focos, a Reserva Extrativista Jaci-Paraná, com 82 focos, e a Floresta Nacional do Jacundá, com 15 focos. (Confira no gráfico abaixo).
>> Reserva ambiental Margarida Alves em RO é alvo de incêndio
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A coleta dos dados
O Inpe realiza medições desde 1986, após ter realizado um experimento de campo em conjunto com pesquisadores da Nasa. O sistema, porém, foi aperfeiçoado em 1998 após a criação de um programa no Ibama para controlar as queimadas no país. Os dados da série histórica estão disponíveis desde junho de 1998.
Um foco precisa ter pelo menos 30 metros de extensão por 1 metro de largura para que os chamados satélites de órbita possam detectá-lo. No caso dos satélites geoestacionários, a frente de fogo precisa ter o dobro de tamanho para ser localizada.
Ciclo do desmatamento
As queimadas na Amazônia têm relação direta com o desmatamento. O fogo é parte da estratégia de “limpeza” do solo que foi desmatado para posteriormente ser usado na pecuária ou no plantio. É o chamado “ciclo de desmatamento da Amazônia”.
Após o fogo, o pasto costuma ser o primeiro passo na consolidação da tomada da terra. Nos casos em que a ocupação não é contestada e a terra é de qualidade, o próximo passo é a exploração pela agricultura.
O que provoca as queimadas?
Para haver fogo, é preciso combinar: fontes de ignição (naturais, como raios, ou antrópicas, como isqueiros ou cigarros); material combustível (ter o que queimar, como madeiras e folhas); e condições climáticas (seca).
Como a Amazônia é uma floresta tropical úmida, os incêndios mais recorrentes ocorrem quando a madeira desmatada fica “secando” por alguns meses e, depois, é incendiada para abrir espaço para pastagem ou agricultura. Segundo especialistas, um incêndio natural não se alastraria com facilidade na Amazônia.
As queimadas são apenas uma das etapas do ciclo de uso da terra na Amazônia. Depois do desmate, se nada de novo acontecer, a floresta pode se regenerar. Uma floresta secundária, no entanto, nunca será como uma original, mesmo que uma parte da biodiversidade consiga se restabelecer. Na prática, o que acontece é que a mata não tem tempo de crescer de novo.

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Fonte: G1 Rondônia

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