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Justiça paralisa ação de transferência para RO de preso suspeito de ser um dos maiores desmatadores do Brasil

Ricardo Brandão
Jornalista do site Portalrondonia.com com mais de 15 anos no jornalismo [email protected]Medida é de segurança por causa da pandemia do novo coronavírus. Chaules Volban Pozzebon foi detido em casa, em Ariquemes, durante uma operação da Polícia Federal. Chaules foi preso em casa nesta quarta-feira (23), em Ariquemes.
Polícia Federal/Reprodução
A Justiça decidiu paralisar a ação de transferência para Rondônia de Chaules Volban Pozzebon, suspeito de ser um dos maiores desmatadores do Brasil. A motivo é pela segurança dos agentes públicos que fariam a escolta do preso, por conta da pandemia do novo coronavírus.
A decisão é do juiz Arlen José de Souza. O empresário foi detido em casa no dia 23 de outubro do ano passado em Ariquemes (RO), no Vale do Jamari, durante a Operação Deforest, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em conjunto com o Ministério Público. Nesse meio tempo, um pedido de habeas corpus para Chaules chegou a ser negado.
Desde então, Pozzebon segue preso no presídio federal do Mato Grosso do Sul. O processo até então em curso era para que Chaules fosse encaminhado ao Centro de Ressocialização de Ariquemes.
Mas, por medida de prevenção e segurança para que os agentes públicos que fariam a escolta de Chaules não fossem expostos ao risco de contágio com o vírus Sars-Cov-2, a ação foi paralisada. Mesmo assim, ainda deve ser julgada. A determinação também é do Conselho Nacional de Justiça.
Chaules Volban Pozzebon chegou a ser levado ao presídio federal de Porto Velho durante a operação, antes de ser encaminhado ao sistema prisional de Mato Grosso do Sul.
De acordo com as investigação da PF, o empresário é suspeito de ser um dos maiores desmatadores do país, sendo dono de cerca de 120 madeireiras na Região Norte em nome de laranjas.
O G1 entrou em contato com a defesa de Chaules, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
Na época da prisão, a defesa informou que iria “produzir provas no processo” e que o empresário “está sendo acusado injustamente”. Disse ainda que a transferência do suspeito ao presídio federal em Campo Grande (MS) prejudicaria o acesso da defesa ao cliente.
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Fonte: G1 Rondônia






