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William Bonner revela que filho foi alvo de fraude do auxílio emergencial


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Nesta quinta-feira, o editor-chefe e apresentador do “Jornal Nacional”, William Bonner, revelou que o nome e o CPF de um de seus filhos foram usados por estelionatários para receber o auxilio emergencial de R$ 600, voltado para informais que ficaram sem renda por causa da pandemia. O caso se assemelha a outros noticiados pelo GLOBO, que envolvem jovens de classe média, estudantes universitários e mulheres de empresários.

Em uma série de posts, ele conta ter sido procurado por um jornal, informando que seu filho estaria registrado no programa. Bonner ressaltou que seu filho não havia pedido o benefício nem autorizado qualquer pessoa a fazer isso. Após consultar o site da Dataprev, ele confirmou que realmente havia sido aprovado um pedido em nome de seu filho – um estudante de 22 anos, segundo o G1.

Bonner ressaltou que, “pelos critérios do programa de auxílio emergencial, alguém nas condições socioeconômicas” de seu filho não teria direito aos R$ 600. Por isso, afirmou, “quem quer que viesse a usar o nome, o CPF e dados pessoais dele deveria receber como resposta” um “não”. O pedido, no entanto, foi aceito pela Dataprev.

Casos semelhantes

O programa estabelece que, para receber o benefício, é preciso que a renda domiciliar (de toda a família) não seja superior a três salários mínimos (R$ 3.135). Mas, conforme revelou a reportagem do GLOBO, a Dataprev não usou a base de dependentes dos contribuintes que declaram Imposto de Renda para saber se o requerente é filho de alguém com renda maior.

Foi usado apenas o CPF de quem fez o pedido para verificar se a renda declarada em 2018 havia sido inferior a R$ 28,5 mil. Bonner cita a reportagem do GLOBO, observando que algumas das pessoas cujo cadastro foi aprovado para receber o benefício podem também ter sido alvo de fraudes cometidas por terceiros.

Segundo o editor-chefe do “JN”, o fraudador provavelmente disse não ter conta bancária, a fim de ter acesso à conta digital da Caixa criada exclusivamente para esse fim. Isso impossibilita saber se o recurso foi depositado e sacado, disse Bonner.

“Meu filho não fraudou, é vítima e pode provar. Não se zelou pela aplicação do dinheiro público? Quem protege os cofres públicos da ação de estelionatários ou de pessoas mal intencionadas?”, questionou o jornalista.

Ele contou que, há três anos, o nome e o CPF do filho têm sido usado por estelionatários em fraudes “como a abertura de empresas ou a contratação de serviços de TV por assinatura”. Bonner disse que, assim como nos demais casos, vai apresentar queixa-crime. E cobrou das autoridades que administram o programa de auxílio emergencial “apuração rápida da fraude”, a fim de resguardar o patrimônio público e evitar prejuízos para aqueles que realmente precisam do benefício.

Dez milhões de brasileiros ainda aguardam o processamento de seus pedidos.

Fonte: Revista Exame

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