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Seguradoras flexibilizam e passam a cobrir morte por coronavírus


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Mundialmente os seguros de vida e prestamista (que garantem o pagamento de financiamentos e dívidas em caso de morte e invalidez) não costumam cobrir pandemias como a do novo coronavírus. Isso porque o risco desses cenários costuma ser alto. Mas, diante da comoção atual, algumas seguradoras estão passando a cobrir mortes pelo vírus. É o caso da Itaú Seguros, Zurich Santander e BB Seguros.

O Itaú Unibanco decidiu, em um primeiro momento e por liberalidade, não aplicar a exclusão da COVID-19 da cobertura de morte em seus seguros de vida. A medida vale para os clientes com contratos em dia e que cumpram as demais condições contratuais, mesmo após a doença ter sido declarada uma pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O Itaú reforça que a medida pode ser revista a qualquer momento e que está à disposição dos clientes para eventuais dúvidas.


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A Zurich Santander também decidiu indenizar as possíveis ocorrências relacionadas à pandemia para os clientes com apólices vigentes dos Seguros de Vida, Habitacional, Prestamista, Acidentes Pessoais e Viagem, embora os produtos excluam a cobertura para eventos desta natureza. “Os sinistros serão analisados de acordo com os procedimentos já existentes, observando as regulações do setor e também o momento atípico que estamos vivendo”, diz a seguradora, em nota.


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A BB Seguros decidiu que garantirá, excepcionalmente, o pagamento integral das indenizações de seguro de vida (individual e em grupo) e de seguros prestamista para o caso de mortes confirmadas por COVID-19. As indenizações serão garantidas tanto para apólices vigentes quanto para novas contratações desde que os novos clientes não possuam doenças pré-existentes.

O banco digital Agibank lançou, em parceria com a seguradora Generali, um seguro de vida cobertura contempla morte natural e acidental, o que também inclui ocorrências de óbito por Covid-19. A proteção tem baixo custo de aquisição e oferece, sem carência, o valor de 150 reais para compra de medicamentos em farmácias para cada consulta de emergência realizada.

Pandemia é risco incalculável


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O seguro tem como objetivo cobrir riscos previsíveis. É a partir dessa previsibilidade que é possível precificar o seguro e cobrar um prêmio. Portanto, pandemia e catástrofes naturais são coberturas geralmente excluídas de apólices, diz Márcio Coriolano, presidente da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNSeg).

Mas em alguns momentos as cláusulas são revistas como forma de dar conforto à população. “Contudo isso pode variar conforme o contrato e é uma decisão de cada seguradora, que tem de arcar com o aumento dos riscos e fiscalização”.

 

Fonte: Revista Exame

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