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Governador de Nova York pode ser candidato democrata à presidência


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O processo de escolha dos candidatos à presidência nos Estados Unidos é interessantíssimo. É raro que o presidente – hoje Donald Trump (Partido Republicano) – não tenha, por falta de apoio de seu partido, a chance de tentar a reeleição. A sigla de oposição escolhe, através de votação direta em suas seções estaduais e, posteriormente, em uma convenção partidária nacional, o candidato que tentará a sorte contra o presidente. A disputa entre Bernie Sanders e Joe Biden está encaminhada para que caiba a este último, ex-vice-presidente de Barack Obama, a tarefa de vencer Trump.

Pesquisas de opinião reveladas na semana passada colocam Biden em vantagem sobre Trump. O resultado mais expressivo é o de uma pesquisa da Fox News, com 49% para o democrata contra 40% para o republicano. Outras duas pesquisas – ABC/Washington Post e da Monmouth University – revelam margens menores, de menos de cinco pontos percentuais, favoráveis a Biden.


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Mas a pandemia pode ter um efeito devastador no Partido Democrata. O site PredictIt dá ao governador de Nova York, Andrew Cuomo, 7% de chance de se tornar o candidato à presidência. Ainda é muito pouco, claro, mas até o mês passado a chance era zero.

A atitude de Cuomo diante das idas e vindas do presidente tem sido considerada agressiva na medida certa. “Você quer elogios por mandar 4 mil ventiladores? O que faço com 4 mil se precisamos de 30 mil?”, disse o governador em entrevista coletiva, referindo-se à ajuda do governo federal. “Trate de escolher quem serão os 26 mil mortos.”


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Cuomo elogiou outras iniciativas de Trump. Não fechou as portas e, ao mesmo tempo, conseguiu se colocar como o principal responsável pelo bem-estar do povo de Nova York. Em crises como esta, a responsabilização dos políticos fica em um certo limbo. Se muitos morrerem na costa leste dos Estados Unidos, a culpa será do presidente ou dos governadores? Ou de ambos? Afinal, a política de saúde é responsabilidade de quem?

Andrew Cuomo pode se beneficiar eleitoralmente se continuar, como diria Roberto Jefferson, matando o problema no peito.

(Este artigo expressa a opinião do autor, não representando necessariamente a opinião institucional da FGV.)

Fonte: Revista Exame

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