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Bolsonaro sobre covid-19: Não vou sentir nada, fui atleta e levei facada


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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a criticar as políticas de contenção à proliferação do novo coronavírus, defendida por governadores brasileiros, em especial, a recomendação de quarentena. Segundo Bolsonaro, em entrevista à Rede TV!, “não se pode impor isolamento como alguns Estados fizeram de forma quase eterna”.

“Parece que há interesse por parte de alguns governadores de inflar o número de vitimados do vírus. Daria mais respaldo pra ele, pra justificar as medidas que eles tomara”, defendeu Bolsonaro.


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Para o presidente, há restrições a uma “quarentena maior que esta aí porque esse pessoal vai ter dificuldade para sobreviver”. Bolsonaro disse tratar “da questão da doença, da preservação da vida e do emprego simultaneamente”.


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“O que o povo mais pede é para voltar a trabalhar”, disse Bolsonaro relatando a conversa que teve com populares durante visita feita à Ceilândia (DF), no domingo. Segundo afirmou Bolsonaro, que desconsiderou as recomendações de isolamento defendidas pelo Ministério da Saúde: “Não houve nada preparado da minha parte para que houvesse gente na rua ontem.”

O discurso do presidente vai contra as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que defende a quarentena e o isolamento, de líderes mundiais, que têm determinado o confinamento em diversos países, e do próprio Ministério da Saúde brasileiro, que também defendeu o isolamento.


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Bolsonaro disse que “se (a covid-19) fosse algo terrivelmente mortal para mim, talvez não estivesse na rua”. Em entrevista à Rede TV!, o presidente afirmou que “o H1N1 foi muito mais terrível e não trouxe esse pânico para nós”.

Bolsonaro ainda lembrou do atentado em Juiz de Fora e disse: “Se o vírus pegar em mim, não vou sentir quase nada”. “Fui atleta e levei facada”, recordou. De acordo com o presidente, a estimativa é de que “pelo menos 60% da população vai contrair o vírus”. “O que o governo está tentando fazer é que nem todos peguem ao mesmo tempo”, disse.

Segundo o presidente, foi “equivocada” a decisão do TSJ de liberar provisoriamente presos no grupo de risco da doença. “Se depender de mim, não soltaria ninguém”, disse Bolsonaro. “Estão mais protegido lá dentro. Têm comida, foram proibidas as visitas”, afirmou

Economia

Bolsonaro disse ainda que o ministro da Economia, Paulo Guedes, tem a expectativa de que a economia brasileira se recupere da crise causada pela pandemia da covid-19 no período de até um ano. Segundo o presidente, as medidas do governo para conter a crise podem ter o custo de até R$ 800 bilhões.

“Conversei hoje com ele Paulo Guedes. As medidas tomadas podem chegar a R$ 800 bilhões. O que ele expôs para mim hoje, da possibilidade de recuperar em um ano a economia, é possível, sim. Afinal de contas, como conversei com o Tarcísio de Freitas, ministro da Infraestrutura hoje, a arrecadação de impostos cresceu 20% em fevereiro, mesmo com a questão do vírus”, falou Bolsonaro.

Segundo o presidente, o ministro da Economia tem mostrado “um instinto humanitário enorme”. “Não está faltando recursos para a Saúde e estamos combatendo o desemprego”.

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Fonte: Revista Exame

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