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Militar que atua na segurança de Bolsonaro está internado com coronavírus


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Um funcionário do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e que atua na segurança do presidente Jair Bolsonaro está internado após contrair o novo coronavírus. A informação foi confirmada ao jornal O Estado de S.Paulo pela mãe de Ari Celso Rocha Lima de Barros, de 39 anos. O GSI e a Secretaria de Comunicação (Secom) ainda não se pronunciaram.

Por telefone, a advogada Julmar Rocha Lima de Barros contou que o filho Ari está no Hospital de Base, em Brasília, desde a noite de quarta-feira, 25. Ele havia sido diagnosticado com a covid-19 no dia 18 e estava em isolamento em casa. Entretanto, teve febre, uma piora no quadro clínico e foi hospitalizado.


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Ari é capitão da Polícia Militar do Distrito Federal e, segundo portaria do GSI de fevereiro deste ano, atua no governo como assistente técnico militar. De acordo com a família, ele faz a segurança do presidente em eventos e algumas viagens, mas não estava na comitiva que foi para a Flórida, nos Estados Unidos, no início do mês. Vinte e três pessoas que estiveram com o presidente nesta viagem testaram positivo para novo coronavírus.


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Segundo Julmar, apenas integrantes da PM têm visitado Ari. “Nós, da família, eles não deixam ter acesso por precaução. Mas ele me mandou recado que está bem e dormiu a noite toda. Para nós isso é vitória”, disse a advogada de 74 anos. Ari é casado e pai de dois filhos.

O militar, segundo o relato da mãe, está consciente e não usa respiradores. Julmar conta que o filho pratica esporte e tem boa saúde. “Ele é novo, muito estudioso. É atleta também, pratica muito esporte, cuida da saúde direitinho. Com fé em Deus ele vai sair dessa”, contou.


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A mãe do capitão da PM relatou ainda que foi informada que um funcionário da Presidência esteve no hospital para saber as condições de saúde do filho.

“Ele é muito realizado no trabalho. Ele diz que gosta muito do presidente, que é muito atencioso, cumprimenta a todos e não faz distinção de ninguém. Inclusive, já foi alguém da Presidência visitar.”

Bolsonaro debocha da imprensa

Após minimizar os efeitos do novo coronavírus durante pronunciamento em cadeia nacional, Bolsonaro questionou a presença da imprensa na saída do Palácio da Alvorada por riscos de contaminação da doença. Sem se aproximar do local onde jornalistas o aguardavam, Bolsonaro disse que eles deveriam estar em casa de quarentena.

“Imprensa, vocês estão aqui trabalhando. Tem de ficar em casa, pô. Quarentena, pô. Fica em quarentena em casa”, disse Bolsonaro. Enquanto o presidente falava, um ajudante de ordens filmava os profissionais.

Em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão, na terça-feira, 24, Bolsonaro criticou o rigor das medidas de isolamento que têm sido recomendadas ou determinadas no país para conter o avanço do novo coronavírus.

Na fala, o presidente chegou a recomendar que “algumas poucas autoridades, estaduais e municipais, devem abandonar o conceito de terra arrasada”, em medidas como a “proibição de transportes”, o “fechamento do comércio” e o “confinamento em massa”. O fim do isolamento, no entanto, contraria recomendações médicas e vai de encontro ao que o próprio Ministério da Saúde defendia até esta quarta, 25.

No último domingo, 22, Bolsonaro publicou um decreto que inclui a imprensa na lista de serviços essenciais e vedou que trabalhadores desta área sejam proibidos de circular. Ainda assim, o Grupo Estado tem adotado o home office para 90% dos profissionais da empresa. As exceções são casos excepcionais, como para aqueles que precisam acompanhar a agenda do presidente da República.

“Atenção, povo do Brasil, esse pessoal aqui diz que eu estou errado porque tenho de ficar em casa. Agora eu pergunto: o que vocês estão fazendo aqui? Imprensa brasileira, o que vocês estão fazendo aqui? Não tão com medo do coronavírus, não? Vão para casa. Todo mundo sem máscara”, falou Bolsonaro na gravação, dirigindo-se aos jornalistas.

Segundo recomendações do Ministério da Saúde, o uso de máscaras deve ser adotado por aqueles que possuem sintomas de síndromes respiratórias.

Fonte: Revista Exame

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