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Funcionários do BB em Rondônia protestam contra reestruturação do banco

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As agências do Banco do Brasil em Rondônia tiveram sua abertura retardada em uma hora na manhã desta quarta-feira, 12/2, quando os funcionários saíram para protestar contra a reestruturação anunciada no início deste mês pela direção nacional do banco, e que tráz uma série de medidas que vai alterar a forma de remuneração na instituição, disfarçada pelo BB com a alegação falsa de que se trata de uma medida que vai “potencializar os ganhos dos funcionários, com foco no reconhecimento a partir de seus desempenhos”.

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Essa reestruturação, contudo, reduz a remuneração nos cargos, congela carreiras e institucionaliza o desvio de função, uma nítida forma de antecipar a reforma administrativa proposta pelo governo federal e, sobretudo, o pontapé inicial para o processo de privatização tão defendido pelo atual presidente do BB, Rubem Novaes.

“Essa reestruturação é um teste, tanto para o trabalhador quanto para o banco. Se funcionar no BB, vai ser instituída nos demais bancos e empresas públicas, a exemplo da Caixa, que também sofre com a mesma ameaça. O governo quer privatizar os bancos públicos, mas sabemos que tanto o Banco do Brasil quanto a Caixa não dão prejuízo. Pelo contrário, dão lucros ano após anos, e mesmo assim ainda fecham postos de trabalho, pois esses PDV’s (programas de demissão voluntária) nada mais são do que uma forma de demissão. Portanto, não há razão para essa reestruturação e, por isso, devemos lutar por nós e pelo próprio BB. Temos que lutar para manter o que ainda temos. E os trabalhadores são altamente qualificados, não tem parasita aqui”, disparou José Pinheiro, presidente do Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (SEEB-RO).

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Para o diretor de Esportes do Sindicato, Cleiton dos Santos Silva, 2020 é o ano em que os bancários devem ficar permanentemente atentos, pois é neste ano que será negociado a Convenção Coletiva de Trabalho, e a meta é, sobretudo, a manutenção dos direitos já conquistados pela categoria.

“Se não conseguirmos renovar a CCT, a partir de 1º de setembro já estaremos completamente sem nossos direitos, conquistados com muita luta durante as últimas décadas. Por isso é de fundamental importância que estejamos atentos e unidos diante deste cenário que será extremamente desafiador para todos nós”, analisou.

OS DANOS E ILUSÕES NOVA REESTRUTURAÇÃO

 Redução da gratificação

Atualmente, é muito pequeno o número de funcionários que não têm gratificação de função. Desta forma, a redução de remuneração fixa vai atingir a grande maioria dos funcionários.

Redução da PLR

Além de reduzir o valor de referência (VR) da gratificação que o funcionário recebe mensalmente, o banco também reduz o valor da PLR paga aos funcionários, uma vez que esta leva em conta o VR. Assim, além de terem perda de remuneração mês a mês, os funcionários perderão também na PLR. Não podemos esquecer, ainda, que também há perda no valor do FGTS, 13º…, como já explicado mais acima.

Mudanças só valem para quem assumir funções a partir de agora

O banco tenta amenizar os prejuízos que serão causados aos funcionários. Sabemos que o banco, vira e mexe, resolve fazer uma reestruturação obrigando as pessoas a irem para cargos e extinguindo outros. Isso faz com que todos os funcionários fiquem sujeitos a essas mudanças. Aliás, faz parte das mudanças atuais a extinção de cargos e a criação de outros.

Equiparar desempenho ao do mercado

O banco esconde que seu desempenho é melhor do que o dos bancos privados, como mostram os índices de eficiência dos bancos do Banco Central. No gráfico de eficiência fica claro que a liderança do BB é histórica. Também no aspecto tecnológico, o banco se equipara ao mercado e não precisa se “adequar” para competir com os bancos privados.

Bônus aumentará remuneração

Bônus é uma verba remuneratória que não se incorpora ao salário e não conta para o cálculo de FGTS, férias, 13º. O funcionário é iludido de que está ganhando mais com o bônus, mas, na ponta do lápis, ele perde. Além disso, é um “benefício” que o banco decide unilateralmente. Pode dar, ou tirar quando quiser e para quem quiser.

Meritocracia

As metas também são definidas unilateralmente pelo banco. Poucos funcionários conseguem cumpri-las, ainda mais que, com as mudanças, para fazer jus ao bônus, o funcionário precisará cumprir 120% da meta. O que o banco quer é pagar um adicional para executivos indicados pelo governo.

Retenção de talentos

O presidente do BB, Rubem Novaes, que quer privatizar o banco a qualquer custo, alega que o Banco do Brasil tem dificuldade de reter talentos. A verdade é que ele quer aumentar os salários de executivos de Brasília, nomeados pelo governo. Foram indicados pelo mercado ocupam cargos de confiança. Dos funcionários concursados, a proposta é reduzir os salários. A perda de remuneração pode chegar a 15%.

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