Conectado por


Geral

Funcionários do Sicoob/Norte rejeitam proposta patronal e pedem mais uma rodada de negociação

Publicado por

em

Bancos vão pagar 5 mil reais

Em assembleia geral realizada na tarde de ontem, terça-feira, 13 de agosto, na sede do Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (SEEB-RO), em Porto Velho, os funcionários das cooperativas de crédito do sistema Sicoob/Norte rejeitaram, por unanimidade, a proposta patronal de reajuste salarial nos salários e tíquete alimentação apenas com a reposição da inflação do período (4,79%). Eles querem que o Sindicato consiga mais uma rodada de negociação com os representantes patronais e que um índice justo, principalmente nos tíquetes, seja alcançado por meio desse diálogo entre as partes patronal e dos representantes dos cooperativários.

Os funcionários reivindicam reajuste composto de inflação do período mais 5% de ganho real e os tíquetes de R$ 800 para R$ 1.000,00 por mês.

Algumasalários cooperativas de crédito já incluíram o índice de 4,79% de reajuste salarial em sua folha de pagamento, a título de adiantamento do ACT 2019/2021.

Apesar da justificativa patronal de que a crise econômica é o fator impeditivo para a proposta ter alguma melhoria, os trabalhadores insistem que o ramo de cooperativas de crédito tem crescimento sucessivo nos últimos anos e que, mesmo em tempos de crise econômica, o sistema Sicoob tem plenas condições de atender as reivindicações da categoria.

“Os trabalhadores sabem muito bem o que querem, e eles conhecem de perto a realidade de que o ramo de cooperativas de crédito, ao contrário do que afirmam seus representantes, tem obtidos ótimos resultados financeiros mesmo com crise econômica no país. Os patrões podem atender à pauta dos seus funcionários que, com seu suor e trabalho, são os verdadeiros responsáveis por esses resultados positivos no ramo de cooperativas de crédito em Rondônia. Por isso esperamos que eles (os patrões) pensem com mais sensibilidade e cheguem a um índice justo para os trabalhadores, para que não tenhamos que chegar a mais um desgastante e desnecessário processo de dissídio na Justiça do Trabalho”, destaca Antônio Tavares, diretor de Cooperativas do Sindicato.