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Reunião apresenta possível solução para lixo da Capital

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Projeto prevê instalação de usina de energia a partir da reciclagem de resíduos sólidos e criação de emprego e renda 

O Professor Aleks Palitot se reuniu na manhã desta quarta-feira (24), com o Prefeito Hildon Chaves e o representante do Grupo Feed, Vanderlei Souza, para apresentação de uma proposta de instalação de uma usina de energia gerada a partir da reciclagem de resíduos sólidos.

O Encontro realizado no Palácio Tancredo Neves, reuniu ainda assessores especiais do executivo municipal que assistiram aos vídeos demonstrativos da forma de funcionamento da Usina. O vereador Aleks Palitot, membro da Comissão de Meio Ambiente da Câmara de Vereadores foi procurado pelo representante do Grupo pela conduta ilibada em favor dos interesses da capital, defesa do meio ambiente e por ser um incentivador da sustentabilidade.

“Em Porto Velho temos um grande problema que é a questão dos aterros sanitários. Já perdemos todos os prazos para que fosse solucionado a questão, mas não avançamos. Temos também comunidades que de certa forma, vivem da exploração dos materiais recicláveis coletados e somos conhecedores da necessidade de melhorarmos aquele ambiente”, pontua Palitot.

Outro ponto é a busca de alternativas para se ter uma menor contaminação do lençol freático e dentro da Comissão de Meio Ambiente da Câmara, os vereadores, com acompanhamento do Ministério Público vem buscando apresentar algumas possibilidades para estas questões.

“Além de sustentável queremos propor soluções que apresentem geração de emprego e renda para a nossa cidade. Algo que é muito plausível, ter uma empresa em Porto Velho que possa pegar todo o lixo e gerar energia elétrica reduzindo inúmeros problemas para o nosso ecossistema”, explica Palitot.

Sustentabilidade

Segundo o representante do Grupo Feed, a escolha da capital trata de uma questão de viabilidade do projeto. Todos os municípios que recolhem acima de 500 toneladas/dia de resíduos sólidos comportam o modelo de negócio da usina de energia. “O grupo Feed é uma holding que atua em vários segmentos, de informática à tratamento de resíduos sólidos e geração de energia tendo como pilar a sustentabilidade”, explica Vanderlei Souza.

O grupo busca uma concessão de exploração de 20 anos para que o investimento seja valorado. Um detalhe que deverá ser muito bem discutido são os custos operacionais e a empresa pede uma contrapartida da prefeitura para a destinação final do resíduo. “Hoje todo o resíduo é jogado diretamente no aterro sem uma segurança mínima para o meio ambiente e ainda há um custo para isso”, explana Vanderlei.

Um investimento que de acordo com o representante do grupo será recompensado. Inicialmente serão aplicados R$30 milhões na capital e mais a geração de cerca de cem empregos diretos e duzentos indiretos, além de melhorar a forma de trabalho para as famílias que subsistem da coleta seletiva.

Cooperativa

No início do mês o Professor Aleks Palitot, visitou a cooperativa na Vila Princesa, a convite de seus representantes para conhecer o trabalho realizado pelos cooperados.

Há cerca de 15 anos a CataNorte, cooperativa com cerca de 260 famílias cadastradas que atua no segmento na capital vem buscando um espaço próprio para suas atividades, tanto físico quanto jurídico, com a efetivação de sua documentação junto aos órgãos regularizadores.

Foi somente este ano, que eles obtiveram estas conquistas, principalmente a concessão dos certificados que permitem a captação de outras fontes de recursos para os mais de 2.500 catadores atuantes em Porto Velho, segundo dados de 2018 da própria instituição.

Em 2018 devido a denúncia de trabalho infantil no Ministério Público, o lixão foi fechado e as famílias que dependiam desta atividade ficaram sem forma de obter recursos. “Foi uma situação bem difícil em um período que este recurso faz a diferença para estas famílias”, conta Adaildo Francisco da Silva, presidente da cooperativa.

De acordo com Toni Dos Santos, integrante do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis há muitas empresas que sobreviveram muito tempo dos catadores, “esses atravessadores querem fazer esse serviço e receber das instituições por esse serviço. São empresários que possuem uma visão econômica e veem uma alternativa de lucro em cima dos catadores” reclama Toni.

“Queremos acima de tudo garantir o direito dos catadores através do diálogo com os representantes nas várias esferas governamentais para que os trabalhadores tenham seus direitos assegurados por uma prestação de serviço. São mais de dois anos tentando negociar com o poder público e ainda não conseguimos uma a