Durante os anos de 2015, 2016 e 2017 os servidores de Candeias do Jamari não tiveram qualquer aumento ou reposição de perdas inflacionárias, tendo os seus vencimentos permanecido congelados durante todo este período. O que mais chama a atenção é o fato do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Candeias do Jamari (SINSPMCAJ) ter se mantido totalmente omisso durante este congelamento salarial, não realizando qualquer denúncia, mobilização ou greve para pressionar a administração a repor as perdas dos servidores.

Segundo denúncia encaminhada ao Ministério Público do Trabalho (MPT), protocolo nº 2.14.000.000129/2018-59, e Ministério Público (MP), por dois diretores do próprio SINSPMCAJ, o vice presidente e o secretário geral do sindicato, a responsabilidade por essa omissão seria do atual presidente da entidade J. L. A., que além não informar e mobilizar a categoria, ainda teria perseguido os dirigentes sindicais que tentaram mobilizar os servidores, fazendo tentativa de cassar suas liberações pro Sindicato e devolvê-los para a administração, que não aceitou a medida por ser ilegal.

Na denúncia ao MPT e MP, foram relatados fatos graves relacionados ao presidente do SINSPMCAJ, como um conflito de interesse que existiria pelo fato de que ele manteria parentes em cargos comissionados da Prefeitura de Candeias do Jamari, inclusive ocupando cargo de gerente departamento de gestão do CREAS, da Secretaria SEMAS, o que comprometeria totalmente sua independência como presidente do Sindicato e a legitimidade de suas decisões em relação à administração municipal. Foi denunciado, ainda, que o presidente estaria praticando nepotismo no próprio sindicato, contratando uma parente no cargo de secretária.

Nesta semana os dois dirigentes procuraram a Central Única dos Trabalhadores (CUT), onde relataram a gravidade dos fatos e solicitaram apoio e orientação, com o objetivo democratizar o SINPMCAJ e torná-lo uma entidade que realmente defenda os interesses da categoria e organize os servidores para se cobrar da administração o fim dessa politica de congelamento salarial, que tem o seu poder aquisitivo corroído pelo constante aumento do custo de vida.

Os dois dirigentes foram orientados pela CUT a buscar, além das denúncias às autoridades competentes, acionar os fóruns do próprio SINSPMCAJ para tratar dessas denúncias e omissões, como a assembleia geral da categoria que pode ser convocada com uma abaixo-assinado de 20% dos filiados.

A assembleia geral tem poderes, inclusive, para julgar processos disciplinares visando a destituição de dirigentes que agem contra os interesses dos servidores. Na assembleia também poderá ser nomeada uma comissão de negociação, com representantes de base de cada secretaria para, junto com os diretores do Sindicato que se dispuserem a negociar com a administração com isenção, estabelecer negociações concretas para buscar repor essa enorme perda de 21% de inflação.

Assessoria: CUT-RO.