Na noite desta quinta-feira foi realizada uma assembleia, considerada histórica pelos seus participantes, no Sindicato dos Servidores Municipais da Zona da Mata (SINSEZMAT), onde ocorreu um verdadeiro embate entre a atual diretoria que está há mais de 12 anos no poder e a chapa de oposição, que luta pelo direito de participar do processo eleitoral da entidade. Em pauta havia duas questões decisivas sobre a realização das eleições: referendar a data de 06/07/2018, proposta pela diretoria para a realização da votação, e eleger a nova comissão eleitoral para coordenar as eleições no Sindicato.

Logo no início da assembleia, a candidata a presidente pela Chapa 02, de oposição, “Por Renovação – Avante”, Cris Ortega, pediu a palavra e questionou a postura da diretoria de marcar o início da assembleia para 17h30, quando está terminando o expediente na maioria das sete prefeituras que fazem parte da base do SINSEZMAT, pois tal atitude inviabilizaria a participação de grande parte dos filiados. Em seguida Cris, apresentou proposta contra a realização da votação em 06/07/2018, pois tal convocação contrariou texto expresso do Estatuto, que em seu artigo 89, parágrafo segundo, estabelece que o edital de convocação das eleições será publicado após cinco dias da eleição da comissão eleitoral.

Mesmo diante de tal irregularidade, referendar a data da votação na mesma assembleia que estava elegendo a comissão eleitoral, a diretoria e o jurídico do SINSEZMAT insistiram em colocar a questão em votação e foram fragorosamente derrotados. Sobre o outro ponto da ordem do dia, eleição da comissão eleitoral, diferente da assembleia realizada em maio último, quando o presidente escolheu e indicou vários nomes alegando suposta “experiência” em comissão eleitoral, desta vez uma dezena de servidores voluntariamente colocaram os seus nomes à disposição para compor a Comissão Eleitoral, sendo eleitos cinco titulares e dois suplentes. A eleição de uma nova Comissão Eleitoral foi necessária porque a anterior apresentou renúncia coletiva em 28/05/2018.

Para a candidata Cris Ortega “a postura apresentada pelos servidores, durante a assembleia, de manifestarem livremente sua vontade soberana, inaugura mudanças históricas no SINSEZMAT. Passando-se a rejeitar manipulações na condução dos trabalhos em assembleia. E, a constituição de uma Comissão Eleitoral verdadeiramente autônoma e imparcial, sem indicações prévias de nomes, deve ser a garantia de um processo eleitoral verdadeiramente democrático e livre de vícios. Esse é o caminho certo a ser seguido”.

A Chapa 02 solicitou e obteve apoio e solidariedade de vários sindicatos da Central Única dos Trabalhadores (CUT), como os Urbanitários (CAERD, CERON/Eletrobrás), Vigilantes e SINPRO (Professores de Faculdades Particulares). Para o advogado Itamar Ferreira, que também é dirigente da CUT, estão criadas as condições para se realizar uma eleição verdadeiramente transparente e democrática, que respeitará a vontade dos servidores municipais da Zona da Mata.

Assessoria: CUT-RO.