Situações análogas ao assédio moral resultam em quatro transferências compulsórias no SAMU

Segundo uma denúncia encaminhada no dia 16 deste mês ao titular da Secretaria Municipal de Saúde (SEMUSA), Orlando Ramires, durante os últimos doze meses, especialmente a partir da posse da diretora Marta Cavalcante, estaria ocorrendo situações análogas ao assédio moral no trabalho no Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU), as quais teriam resultado na transferência compulsória de quatro servidores daquela unidade, sem qualquer motivação fundamentada ou processo administrativo regular.

Na denúncia, foi questionada a forma como a diretora do SAMU trataria servidores, através atos como chamar a atenção na frente de colegas, ficar passando rádio durante os deslocamentos para tratar de assuntos não relacionados ao atendimento, falar de forma ríspida, isolar as vítimas, responsabilizar por falhas ou erros de coisas que não seriam de competência dos servidores, exigência de uso de gandola (uniforme usado sobre a roupa) mesmo durante os deslocamentos dentro de ambulâncias quentes sem ar condicionado e até sobre cabelos soltos ou amarrados dentro da base enquanto se esperava chamados.

Tais situações teriam tido como desfecho as transferências dos servidores vítimas dessas práticas análogas ao assédio moral no trabalho. Cópia da denúncia foi encaminhada ao presidente do Conselho Estadual de Saúde (CES). Em pelo menos um dos casos, a vítima sofreu profundos abalos emocionais e teve que ser submetida a acompanhamento psicológico, onde recebeu o diagnóstico de “episódio depressivo grave”, teve que ser afastada do trabalho e está submetida a tratamento por prazo indeterminado.

Além de ser lamentável que esse tipo de situação, especialmente no serviço público, é preocupante essa forma de gestão de pessoas com profissionais que trabalham sob permanente tensão, como é o caso das equipes de urgência do SAMU. Tal situação além de comprometer a saúde do servidor, aumenta os riscos de erros e falhas.

A gravidade do problema fica demonstrada pelo fato de que no período de um ano duas equipes completas foram compulsoriamente transferidas, sendo dois condutores e dois técnicos de enfermagem. O caso denunciado ao secretário da SEMUSA está sendo acompanhado por Itamar Ferreira, dirigente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e advogado.

Fonte: Assessoria

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