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A edição de 2018 da Gulfood, o maior evento anual de comércio de alimentos e bebidas do mundo e a primeira grande feira comercial internacional do setor alimentar acontece entre 18 e 22 fevereiro, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. O evento espera receber 97.000 pessoas e terá 5000 expositores espalhados em 1 milhão de metros quadrados.

Para aproveitar essa oportunidade, o Conselho Brasileiro do Feijão e Pulses (CBFP) vai liderar uma missão de produtores e representante da cadeia produtiva para buscar mercado para o excedente de feijão produzido em território nacional.

“Temos como missão primária viabilizar o abastecimento para os brasileiros, para tanto buscamos incessantemente que o produtor receba justa remuneração por seu trabalho e investimento. Os excedentes precisamos encontrar formas de dar liquides através de exportações. Vamos prospectar mercado para o produtor brasileiro e traremos boas notícias com certeza de Dubai”, explicou o presidente do CBFP, Tiago Stefanelo Nogueira, de Sorriso (MT).

A mesma certeza tem Marcelo Eduardo Lüders, presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe). “O objetivo da missão é que pesquisadores que fazem parte do grupo, produtores, corretores e exportadores tenham a oportunidade de entender melhor como é com que os nossos pulses, que incluem lentilha, ervilha, feijões e grão-de-bico, poderão participar neste crescente mercado”, ressaltou Lüders.

Outra participante, Camila Lander Trader da Correpar Corretora terá um estande lá reforça que já tem várias reuniões agendadas com importadores interessados. “As participações anteriores da nossa empresa tem trazido excelente resultado em negócios para o Brasil. Sendo uma das maiores feiras do mundo nos dá a possibilidade de acumular informações e repassa-lás aos interessados neste mercado no Brasil. Lander lembra que está levando feijões-carioca que no exterior ele é pouco conhecido. Acredito que o mundo precisa conhecer melhor este feijão. E nós vamos divulgá-lo”, finaliza Lander.

O CEO da Cebal Agro, Leandro Antônio, exportador de feijões, que estará no grupo entende que o conhecimento abre portas. “Temos um grupo seleto de produtores que dominam a tecnologia de produção e podem atender hoje demandas de exportação de grãos especiais entre eles os pulses e pipoca, por exemplo. Nossos parceiros necessitam ter esta alternativa uma vez que o mercado de feijões no Brasil chegou a autossuficiência e já beira a saturação”, salientou Leandro.

Lüders destaca ainda que os contratos de exportação são cumpridos independentemente do valor que esteja sendo praticado no momento da entrega da mercadoria. “Até pouco tempo atrás não havia este tipo de cultura. Porém, hoje temos um amadurecimento dos produtores.  Soma-se a este fato as novas cultivares disponibilizadas nos últimos anos pelos pesquisadores da Embrapa, IAC e Iapar.”