Os desafios dos trabalhadores nas negociações salariais neste segundo semestre de 2016 serão enormes...
25/06/2016|  Autor : Itamar Ferreira|   Fonte : Itamar Ferreira


RETICÊNCIAS POLÍTICAS...  -  Por Itamar Ferreira *
... principalmente aos bancários e petroleiros, para tentar evitar a mudança drástica na lógica negocial que prevaleceu nos últimos treze anos, de forma consistente, com três pilares básicos: a) manutenção de direitos em acordos e convenções coletivas; b) reposição da inflação mais aumento real; e c) avanços gradativos de direitos nos acordos e convenções.

As forças conservadoras, lideradas pela Globo & Cia, iludiram grandes parcelas da população, incluindo de trabalhadores  bancários, petroleiros e demais; bem como, de beneficiados pelo Prouni, Minha Casa Minha Vida e bolsa família..., de que a saída do governo Dilma iria acabar com a "maior corrupção de todos os tempos". A corrupção no governo só aumentou e os direitos trabalhistas e sociais serão agora duramente atacados.

Pois voltaram ao poder, com o PMDB no controle, o PSDB, DEM & Cia; ou seja, toda a turma que durante os anos de governo Fernando Henrique (FHC) atacaram direitos trabalhistas como a criação do fator previdenciário e a tentativa de flexibilizar o art. 618 CLT; além de terem promovido um brutal arrocho salarial, impondo a política de reajuste abaixo da inflação mais abono, durante..  aproximadamente uma década.
Além dos ataques aos direitos, haverá tentativas de privatização e esvaziamento das empresas públicas, como Banco do Brasil, Banco da Amazônia, Petrobras e Caixa Econômica. Na Caixa, por exemplo, os terceirizados chegaram a ser maior do que o número de funcionários em 2002.

Os bancários e petroleiros serão os primeiros a sentir o peso brutal dessa mudança já na campanha salarial 2016, quando será dificílimo repor integralmente a inflação e improvável um aumento real. Além disso, os banqueiros retomarão com força total a proposta de reajuste abaixo da inflação mais abono fixo feita em 2015, pago uma única vez; como nos velhos tempos de FHC.

Para o atual governo e os patrões será extremamente estratégico derrotar essas duas poderosas categorias, para impor essa nova lógica negocial ao conjunto dos trabalhadores; como fizeram com os petroleiros no governo Fernando Henrique.

A agenda conservadora no Congresso Nacional prepara um verdadeiro massacre contra os trabalhadores em geral, aprovando retrocessos como: terceirização ampla e irrestrita, flexibilização do art. 618 da CLT para fulminar direitos celetistas e aumento da idade mínima da aposentadoria para 65 anos de homens e mulheres. Serão tempos difíceis, muito difíceis!!!

* Itamar Ferreira é bancário, sindicalista, diretor do SEEB, presidente da CUT-RO, formado em administração de empresas e pós-graduado em metodologia do ensino pela UNIR, acadêmico de direito 8º período da FARO.


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