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Banqueiros dizem que vão dar um ‘presente’ para os trabalhadores no Dia dos Bancários

Data : 23/8/2012

   




Terminou ontem, quarta-feira, 22 de agosto, em São Paulo, terceira rodada de negociações da Campanha 2012, quando o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, defendeu as reivindicações sobre remuneração da pauta geral da categoria. Após debates, os bancos informaram que apresentarão na próxima terça-feira, dia 28, às 10h, uma proposta global para as demandas dos bancários. "Será um presente para o Dia dos Bancários", disseram os banqueiros.

"Deixamos claro aos bancos que a categoria tem a expectativa de que, além do aumento real, valorização do piso e melhoria da PLR, a proposta contemple as reivindicações sobre emprego, saúde e condições de trabalho, segurança bancária e igualdade de oportunidades", ressalta Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

"Mostramos à Fenaban que, como os lucros dos bancos aumentaram mesmo com os superprovisionamentos para devedores duvidosos, e eles pagam bônus milionários aos altos executivos e salários muito baixos aos bancários comparados com outros países da América Latina, as empresas têm totais condições de atender às reivindicações da categoria", acrescenta Cordeiro.


Veja como foi a negociação desta quarta-feira acerca das principais reivindicações dos bancários sobre remuneração:

 

REAJUSTE SALARIAL DE 10,25%

O Comando Nacional insistiu que os bancos estão em condições favoráveis para conceder a reposição da inflação mais 5% de aumento real porque no primeiro semestre de 2012 somente as seis maiores instituições tiveram lucro líquido de R$ 25,2 bilhões, apesar das provisões para devedores duvidosos (PDD) desproporcionais à inadimplência.

Segundo o Banco Central, entre junho do ano passado e junho de 2012 a inadimplência cresceu apenas 0,7 pontos percentuais e está em viés de baixa. Mas o Itaú, por exemplo, aumentou o provisionamento em 26,7%, o Bradesco em 33,14%, o BB em 26,58%, o Santander em 36,15% e o HSBC em 63,43%.

Os bancos responderam que a situação do sistema financeiro "não é tão confortável" como em 2011. "Nós dissemos que os balanços deste ano são ainda melhores que no ano passado, mesmo com o superdimensionamento das provisões, e que categorias de trabalhadores de setores menos rentáveis que o financeiro conquistando aumentos reais de salário maiores que em 2011", destaca o presidente da Contraf-CUT.

 

PISO SALARIAL DE R$ 2.416,38

Os dirigentes sindicais reafirmaram que o piso salarial dos bancários brasileiros é um dos mais baixos da América do Sul, segundo pesquisa realizada pela Contraf-CUT com entidades sindicais dos países vizinhos, o que é uma contradição com os bônus milionários dos altos executivos e os lucros dos bancos - entre os mais altos do planeta.

"Isso explica por que o Brasil tem a quarta pior distribuição de renda na América Latina, conforme estudo que a ONU acaba de divulgar. Assim como o aumento real dos salários, a valorização do poder de compra do piso salarial é fundamental para fecharmos a campanha deste ano", adverte Carlos Cordeiro.

 

PLR DE TRÊS SALÁRIOS MAIS R$ 4.961,25 FIXOS

O Comando defendeu a nova fórmula de distribuição da PLR, em razão das mudanças de critérios frequentes que os bancos fazem nos balanços, e que este ano se somam ao superdimensionamento das provisões para devedores duvidosos. "Se seguirmos o modelo atual, em muitas instituições os bancários receberão PLR menor que no ano passado, apesar de os lucros terem aumentado. Queremos também discutir as PDDs", aponta o presidente da Contraf-CUT.

 

Os bancos reconheceram que a atual fórmula é complexa e "diabólica" e que um modelo simples seria melhor, mas salientaram que não pretendem mudar neste momento as atuais regras da PLR.

 

PCS PARA TODOS OS BANCÁRIOS

Os representantes dos bancários explicaram tecnicamente a proposta de Plano de Cargos e Salários (PCS), que respeita a política interna de cada empresa, mas estabelece regras claras e transparentes de ascensão profissional e que prevê, entre outras coisas, reajuste anual de 1% em todas as verbas salariais e mais 2% a partir do quinto ano de contratação ou da promoção.

A Fenaban respondeu que todos os bancos têm gestão de carreira e competências e que isso faz parte da política interna de cada instituição, não sendo tema para inclusão na Convenção Coletiva da categoria.

 

AUMENTO DOS AUXÍLIOS PARA R$ 622

A reivindicação da categoria é a elevação para R$ 622 dos valores do auxílio-refeição, da cesta-alimentação, do auxílio-creche/babá e da 13ª cesta-alimentação, além da criação do 13º auxílio-refeição.

Mas os bancos disseram que não há disposição em manter vínculos com os aposentados, alegando que a convenção coletiva só trata de empregados na ativa.

Parcelamento do adiantamento de férias

O Comando Nacional defendeu o parcelamento em até dez parcelas iguais, a partir do mês subsequente ao do crédito, do adiantamento de férias efetuado pelo banco.

Os bancos disseram que analisarão a reivindicação e darão uma resposta junto com a proposta global que apresentarão no dia 28.

 

SALÁRIO SUBSTITUTO

A reivindicação aprovada na 14ª Conferência Nacional dos Bancários é garantir ao empregado substituto o mesmo salário do substituído, mesmo que seja provisoriamente.

Os bancos negaram a reivindicação, afirmando que a substituição é temporária e encarada pelas instituições como um treinamento e uma oportunidade para o bancário mostrar seu desempenho.

 

RONDÔNIA

Para o presidente do Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (SEEB/RO), José Pinheiro, a expectativa é que os representantes dos bancos mudem a postura de intransigência em relação à maioria dos pontos da pauta, especialmente os que afetam diretamente na vida do trabalhador, como remuneração, segurança e na qualidade do ambiente de trabalho.

“Devemos destacar que sempre estivemos e sempre vamos estar abertos para o diálogo e, por isso, esperamos que os banqueiros aceitem as nossas reivindicações, que são, sobretudo, justas. Não desejamos que os bancos acabem ‘empurrando’ os bancários para mais uma greve, pois ninguém gosta de greve, pois isso afeta a todo os cidadãos. Mas, se formos para lutar pelos nossos direitos, temos que ir até as causas mais radicais, e a paralisação então, se faz necessária”, avalia Pinheiro.

Autor : Assessoria   Fonte : Assessoria
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