Trabalhadores da CAERD decidem pela suspensão temporária do movimento grevista
15/08/2016|  Autor : Assessoria|   Fonte : SINDUR


 
Depois de sete dias de greve, os trabalhadores da CAERD em todo o Estado decidiram em assembleia, nesta segunda-feira (15), suspender a paralisação e estipularam retorno da greve, para o dia 12/09/16, caso a diretoria da CAERD continue intransigente com as solicitações da categoria. Diante da decisão, a orientação do Sindicato dos Urbanitários de Rondônia (Sindur) é que os profissionais retornem ao trabalho nesta terça-feira (16).
A suspensão da greve atendeu à solicitação do Desembargador Ilson Alves Pequeno Junior, que na primeira Audiência de Conciliação ocorrida no último dia 12, no Tribunal Regional do Trabalho, apesar da Intransigência da Diretoria da CAERD em não querer negociar o ACT dos trabalhadores e nem conceder o Reajuste Salarial de 9,83%, o magistrado apresentou uma proposta de 7% de Reajuste e estipulou um prazo de 15 dias, para a Diretoria da CAERD, analisar e dar um retorno. Após isso o desembargador propôs que a categoria aguardasse a tramitação dessa fase do Dissídio, na qual deve demorar cerca de 20 dias e suspendesse temporariamente a paralisação.

A greve dos trabalhadores da CAERD deu início no dia 09 de agosto, entre os fatores que motivaram a greve estão: A reposição das Perdas Salariais da Categoria em 9,83% (INPC-IBGE acumulado do período de maio/2015 a abril de 2016), não atendida pela Diretoria; Melhores condições de trabalho; Fim do assédio moral e não a privatização da Caerd.
A situação vinha sendo “empurrada com a barriga” pela diretoria da CAERD, já algum tempo, inclusive esta Diretoria faltou às reuniões de mediações, marcadas na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego – SRTE, mostrando total descaso e desrespeito com seus trabalhadores.

O Sindicato lamenta que, após 16 anos, os trabalhadores da CAERD tenham voltado a fazer Greve, mas isso só aconteceu devido à postura intransigente desta Diretoria, que fez “ouvido de mercador” a pauta de reivindicação dos trabalhadores, alegando crise financeira na Caerd. Para tanto, como pode estar em crise e fazer aquisições com valores exorbitantes? Segundo mostra o Portal Transparência, CONFIRA: R$11 milhões na aquisição de uma estrutura metálica; R$2,7 milhões na digitalização de documentos; R$500 mil na aquisição de cerca tipo serpentina. Além de tudo isso, o Sindicato, através de uma ação na Justiça conseguiu a transposição de 76 trabalhadores para o quadro da União, representando uma economia de R$ 550 mil/mês (Quinhentos e cinquenta mil reais) para os cofres da CAERD.
Enquanto a direção da CAERD se negava a negociar o ACT 2016-2018 e repor as perdas da inflação de 9,83% dos trabalhadores de carreira, que tem mais de 30 anos na casa, reajustou em 160%, em dois anos, o salário dos Cargos Comissionados, cargos estes que já passam de 110 (incluindo os que estão à disposição da CAERD com ônus), que já pesa na folha em mais de R$ 1.000.000,00 (Um milhão de reais/mês).


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