Manobras em assembleia que filiou sindicato dos trabalhadores dos Correios na CSB são questionadas
03/08/2016|  Autor : Assessoria|   Fonte : Assessoria

Manobras em assembleia que filiou sindicato dos trabalhadores dos Correios na CSB são questionadasFiliados estão questionando os procedimentos adotados pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (SINTECT), Antônio Edson Antunes da Cruz, que caracterizariam manobras para forçar a filiação do sindicato à Central Sindical CSB.

Tudo teria começado com uma inusitada convocação de duas assembléias distintas, realizadas no mesmo dia 29 de julho último, uma com primeira convocação às 17:10h e a outra na sequência com primeira convocação às 18:40h; um verdadeiro ineditismo sindical, já que não há qualquer justificativa para duas assembleias no mesmo dia.

 

A primeira assembleia teve como ponto de pauta a desfiliação da CUT e filiação à CSB; a segunda assembleia tinha como pauta referendar a pauta de reivindicações e eleger um representante para o comando de negociação. Bastaria uma única Assembleia.Durante a assembleia o filiado Manoel Santana levantou duas questões de ordem: uma foi sobre o horário da primeira assembléia que foi durante o expediente, o que impediu os trabalhadores de participarem, sendo que apenas quinze compareceram; e a segunda, foi sobre o direcionamento do edital, pois foi a diretoria que escolheu a qual Central se deveria filiar, não deixando alternativas, por exemplo, para se discutir filiação a uma outra Central que não fosse CUT ou CSB, o que é antidemocrático e ilegal.

 

As manobras da diretoria do SINTECT já constava do panfleto convocatório, ao afirmar que o objetivo era "provocar a categoria para saber sobre possível desfiliação da CUT, pois sabemos que essa Central é partidária. Por outro lado pedimos a categoria para filiarmos à CSB que não tem partido político e não cobra mensalidade do Sindicato". Entretanto, o presidente nacional da CSB, Antonio Neto, foi indicado por Michel Temer para presidir o setorial sindical nacional do PMDB. Uma enganação dos trabalhadores.

 

O filiado Santana questiona a pressa da direção do SINTECT em definir uma nova filiação, pois a eleição da entidade está suspensa pela Justiça do Trabalho e a atitude mais coerente seria esperar a definição do processo eleitoral para em seguida a nova diretoria abrir um amplo debate sobre filiação ou não e a qual Central.

 

O vice presidente da CUT, Célio Barros, alertou os trabalhadores de que a diretoria do SINTECT está entregando o sindicato da categoria para uma Central Sindical ligada umbilicalmente ao PMDB de Michel Temer, que pretende privatizar os Correios, aumentar a idade mínima de aposentadoria para 65 anos, aprovar a terceirização irrestrita, dentre outros terríveis ataques aos trabalhadores.


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