Os impactos ambientais, sociais e econômicos na construção de uma usina hidroelétrica
11/06/2015|  Autor : Walter Gustavo Lemos|   Fonte : Walter Gustavo Lemos


Esta semana, muito tem se discutido nas rodas de amigos, sobre a retirada de pontos da banda rondoniense pela rede Globo, ou qual foi o valor de desvios feitos pela CBF e FIFA no atual escândalo que assola o futebol mundial, ou da repercussão da representação de Jesus Cristo em uma passeata. Esses atos têm tomado as primeiras páginas dos jornais locais, regionais e Nacionais, mas não têm a efetiva relevância que outros assuntos possuem e que deveriam ter o mesmo tratamento pela mídia.

Um desses assuntos de grande relevância para o povo amazonita, principalmente para o Estado de Rondônia, é a criação de uma usina na cidade de Machadinho d´Oeste, construída na bacia do Rio Machado. O progresso é necessário, mas há de se promover, a devida utilização dos recursos do meio ambiente para a geração de riqueza, mas isso deve ser feito sem açodamento, não pode ser realizado tal ato com ligeireza. O progresso, caso não tenha se realizado os efetivos estudos de análises da repercussão socioambiental de tais obras, pode não ocorrer, pois todo o ganho advindo desse progresso pode escorrer pelo ralo, pelos prejuízos ambiental e social causados pelos atos, vide o problema das cheias causadas pelas usinas Jirau e Santo Antônio em 2014 no município de Porto Velho. Obras dessa natureza, de per si, já deveriam gerar uma enorme preocupação pelo poder público, mas quando tais obras ocorrem na região Norte e na bacia amazônica, as preocupações devem ser redobradas.

Estamos falando de uma bacia hidrográfica ímpar, diferente das outras do Mundo, de forma que os estudos devem ser feitos sem pressas, sem afogadilhos, onde as autoridades devem promover as exigências para que esses estudos sejam realizados com as devidas cautelas, se não, aquilo que era pra ser o “progresso”, torna-se um “engodo”.

Este sim é um tema importante para os jornais, locais, regionais e Nacionais, mas vem sendo deixado de lado, sendo necessário que comecemos a nos preocupar com isso, antes que os eventos de 2014 de enchente ocorridos no município de Porto Velho possam acontecer também na região de Machadinho d´Oeste, uma cidade que precisa de progresso, de empenho dos representantes do Poder Público e de Justiça.

Walter Gustavo Lemos

Secretário-Geral Adjunto da OAB/RO e professor da FARO e FCR 


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