Economia instável aquece mercado de locações

 Alternativa é buscada por proprietários que tentam, sem sucesso, vender um imóvel e, para quem precisa alugar, representa maior oferta e consequente queda nos preços

É comum que se tenha em mente que no mercado imobiliário o carro chefe das operações é a compra e venda e, como negócio secundário, teríamos a locação. Também é comum achar que sempre que a compra e venda sofre uma desacelerada, o mercado de aluguéis tende a ganhar mais espaço por se tratar de uma alternativa tanto para quem precisa de um local para morar, como para quem tem um imóvel que não está conseguindo vender. Contudo, infelizmente, os números têm demonstrado que nem para um nem para outro a situação está tão boa assim.

De acordo com o diretor executivo do escritório de representação da Associação Brasileira de Mutuários da Habitação (ABMH) em Rondônia, José Carlos Lino Costa, em razão da forte crise econômica enfrentada pelo país nos últimos anos, tanto o mercado de compra e venda como o de locação sofreram grandes quedas que influenciaram diretamente na realização de novas operações. “No caso da locação, o cenário econômico pesa primeiramente pela possibilidade de agora se alugar um imóvel com o valor abaixo do que o locador recebia antes da crise.”

Atualmente, a grande quantidade de imóveis à venda também contribui para que o vendedor pense em alugar seu imóvel, pois essa alternativa poderia lhe garantir um retorno financeiro que fosse suficiente para pagar IPTU, condomínio – no caso de apartamentos – e até o financiamento de um outro imóvel. “Com esses investidores mudando de foco (saindo da venda para locação), o mercado de aluguel passa a ficar inflado e, com o excesso de produto, abaixa o preço das operações”, observa José Carlos Lino Costa.

A locação serve, ainda, de investimento para pessoas que procuram maior tranquilidade para uma renda mensal. “A difusão desse tipo de investimento acaba saturando o mercado e reduzindo também o preço médio praticado para os imóveis”, aponta o diretor da ABMH.

Apesar desse cenário, a expectativa é que para o ano de 2018 as coisas melhorem em ambos os setores (compra e venda e locação). “Contudo, ainda não se pode afirmar isso, uma vez que o país passará por mudanças políticas que vão influenciar diretamente na economia e na confiança do brasileiro acerca do crescimento do país”, finaliza José Carlos Lino Costa.

Sobre a ABMH – Idealizada 1999 e mantida por mutuários, a Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH) é uma entidade civil sem fins lucrativos que tem como objetivo difundir as formas de defesa de quem compra imóveis, em juízo ou fora dele, com o efetivo cumprimento dos dispositivos legais. Atualmente, a Associação possui representações em nove estados (confira abaixo), além do Distrito Federal, e presta consultoria jurídica gratuita.

ABMH – Sede: (31) 3337-8815 / (31) 3337-8846

ABMH Acre: (68) 3224-678 6 / (68) 9990-1128 / (68) 9999-9712

ABMH Alagoas: (82) 3357- 2043

ABMH Distrito Federal: (61) 3345-2492 / (61) 3345-6739

ABMH Goiás: (62) 3215-7700 / (62) 3215-7777

ABMH Mato Grosso do Sul: (67) 3015-1090 / (67) 9922-1090

ABMH Pernambuco: (81) 30 83-2841 / (81) 3083-2836

ABMH Rondônia: (69 ) 3224-7965 / (69) 8406-3555 (Oi) / (69) 8129-5100 (Tim)

ABMH Rio de Janeiro: (21) 3174 0025

ABMH São Paulo

Americana (atende Grande São Paulo e região de Campinas): (11) 966-643-785 (Oi) /(19) 3013-4643

Sorocaba: (15) 3224-1191

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