“Como é que eu vou ficar sem minha filha?”, diz pai de bebê morta em Copacabana

Redação/RedeTV!

 

(Foto: Reprodução)

 

Pai da bebê de oito meses morta no acidente que deixou outras 16 pessoas feridas em Cocapacabana na noite desta quinta-feira (18), Darlan Rocha, de 27 anos, chamou o motorista de “assassino” e questionou por que ele estava dirigindo se estaria sob efeito de remédios – uma caixa de medicamentos para epilepsia foi encontrada no veículo.

 

“Como é que ele toma remédio de epilepsia e vai ter carteira? Não era pra ter carteira de motorista nem estar na rua. Ele é um assassino, matou minha filha. Como é que eu vou ficar agora sem a minha filha?”, afirmou o pai em entrevista a jornalistas no Hospital Municipal Souza Aguiar, no centro do Rio, onde a mãe da criança, Niedja Araújo, foi internada. O casal tem outros dois filhos.

 

Segundo o pai, que estava trabalhando no momento do acidente, a esposa e a caçula, Maria Louise, estavam passeando no momento que foram atingidas pelo veículo: “Minha esposa estava passeando com ela na praia com o carrinho de bebê e ele veio atropelando todo mundo”.

 

O acidente

 

Por volta das 20h30 desta quinta, o carro dirigido por Antonio de Almeida Anaquim, de 41 anos, invadiu um calçadão da avenida Atlântica, na altura da rua Figueiredo Magalhães, e atingiu pelo menos 17 pessoas – a bebê morreu e nove tiveram ferimentos graves.

 

À polícia, o motorista alegou ser epilético e ter sofrido um apagão enquanto dirigia. No veículo foram encontrados remédios para epilepsia – a condição permite que a pessoa dirija automóveis se não tiver crises frequentes.

 

Um laudo comprovou que o motorista não estava sob efeito de bebida alcoólica. Como não fugiu após o acidente, ele deverá responder em liberdade por homicídio culposo.  Anaquim está prestando depoimento na Delegacia de Copacabana (12ª DP) desde as 2h de hoje.

 

Multas e carteira suspensa

 

Em sua carteira de motorista, estão registradas 14 multas, que somam 62 pontos em infrações. Segundo o Departamento de Trânsito (Detran), Antonio de Almeida Anaquim estava com a habilitação suspensa desde maio de 2014.

O motorista, de acordo com o Detran, não cumpriu a exigência de devolução da habilitação. Por ter cometido crime de trânsito e dirigido com a carteira suspensa, ele terá sua documentação cassada

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